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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Compota morangos silvestres





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Infância, tempos de inocência, onde delicadamente aprendemos a educar os nossos sentidos...
Todas as experiências marcaram e moldaram os nossos gostos, a nossa personalidade, os nossos caprichos!
A minha infância, relembro-a vividamente, repartida entre a minha casa, a  casa da minha avó e quinta da minha tia Idalina. Creci no campo; entre moranguitos silvestres apanhados para um saco de arroz malandrinho, e vestidos borratados com nódoas das sumarentas amoras a que ia deitando a mão. Pés encardidos pela poeira das estradas de terra batida e os cabelos enriçados onde tudo ia parar! Enfim, uma feliz infância, com as peripécias do costume...

Esta compota que vos trago hoje faz-me recordar esses tempos, pelo seu distinto e adocicado aroma.



Ingredientes
200gr de morangos silvestres (não apanhem perto de estradas ou sítios que possam estar contaminados com pesticidas!)
150gr açúcar
1 c.chá aguardente velha

Preparação
Lavar cuidadosamente os morangos, tendo atenção para não os danificar.
Colocar tudo num tacho inoxidável, e cozer lentamente até atingir a consistência de doce.
Repartir por frascos esterilizados. Deverá conservar-se por largos meses!
Guardar no frigorífico depois de aberto..



 English Version


Ingredients
200gr wild strawberries (avoid picking them near roads, or places you suspect that might contain pesticides!)
150gr sugar
1 tsp. old cognac

Methode
Carefully wash the strawberries, so you don't damage them.
Place all the ingredientes in stainless steel pot and simmer at low temperature until you get a jam-like product.
Divide through pasteurized jars. It shall keep well for a couple of months, but refrigerate once opened.

Enjoy the Summer!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Pão de Dente de leão, um toque especial!



Esta semana decidi por em prática uma ideia que tinha em mente há já algum tempo...
Pão com dente de leão, sim ouviram bem; aquela erva inofensiva, que na Primavera e Verão enche os prados de encanto dourado, com a sua beleza tímida e perfumada de mel.
O dente de leão, uma planta com grande valor medicinal, é também um elemento interessante na gastronomia. Toda a planta é usada, desde a raiz (apartir da qual se fazem bebidas a partir das raízes secas, e para outros usos medicinais) às folhas (deliciosas em saladas ou levemente cozinhadas), até mesmo as maravilhosas flores (para xaropes, pães, saladas, chás etc etc).

Não é a minha estreia com dente de leão, por isso espreitem aqui.
Desta vez usei as inflorescências secas que colhi durante o Verão.

Rende 2 pães.

Ingredientes
Para deixar de molho durante a noite
60gr sementes de abóbora
20gr sementes sesamo
5gr de sal fino
10gr de mel
150ml de água

Para a massa
300gr farinha de trigo para pão
200gr farinha de centeio (usei metade integral, metade peneirada)
100gr de farinha de trigo integral
10gr de flores secas de dente de leão (uma mão cheia)
10gr de óleo
10gr fermento seco (ou o dobro se usarem fermento fresco)
250ml água

Farinha + sementes de sesamo para a cobertura



Modo de preparo
De véspera, misturamos as sementes, o mel, o sal e a porção de água acima indicadas. (Este método tornará as sementes mais digeríveis)



No próprio dia, começamos por combinar todos os ingredientes secos, incluindo as flores (separar cuidadosamente as pétalas), depois pouco a pouco juntamos a mistura do dia anterior, assim como a restante água e o óleo.
Se usarem o robot de cozinha, optem pelo gancho. 
Se fizerem à mão, amssar vigorosamente até obterem uma massa fofa e elástica.

Dividir a massa em duas partes iguais e formar 2 bolas de massa. Cobrir com um pano e deixar descansar em local quente por 20 minutos.

Entretando pré aquecer o forno a 250ºC.
Passados 20 minutos, formar 2 pães ao vosso gosto. Pincelar os pães com água e cobrir com farinha e sementes de sesamo.
Tapar os pães com um pano de deixar levedar por 30/50 minutos em local quente.

Preparar um tachinho com água a ferver, para criar o efeito vapor.

Golpear o pão e levar ao forno, vaporizar o forno com água, ou verter água quente para um tabuleiro inferior. Fechar a porta do forno muito rapidamente para que todo o vapor fique retido no interior do forno.
Reduzir a temperatura para os 230ºC. Cozer por cerca de 35 minutos.

Deliciem-se!








domingo, 4 de setembro de 2011

Sopa de Beldroegas



Beldroegas, ou Portulaca Oleracea, para muitos não passará de uma vulgar erva daninha... Mas não é bem assim. 
As minhas primeiras memórias desta erva remontam à minha infância; no campo das batatas, por entre as batateiras elas proliferavam discretamente, ao seu ritmo, sem grandes pressas; tímidas, de caules carnudos e sumarentos por ali andavam; e o que para mim não passava de mais uma reles erva daninha, era à noite transformada, pela minha mãe num belo e farto caldo.
A minha mãe cedo me ensinou a dar valor estes pequenos tesouros selvagens, que cresciam à sombra nas nossas hortas e quintais, e foi com esses mesmos olhos que ontem procurei as beldroegas no quintal da minha tia... 
Deliciei-me com esta sopa, graças a ela relembrei-me de bons momentos da minha meninice...

A receita foi do mais simples que me ocorreu :)

Serve 4
Ingredientes
Um molhinho de beldroegas
1 cebola grande
azeite
3 batatas grandes
2,5lt de água quente
um raminho de manjerona
sal

Faz-se assim
Cortar a cebola em tiras finas, refogar em azeite abundante.
Entretanto descascar as batatas e cortar em cubos.
Adicionar as batatas ao refogado. Deixar envolver por alguns minutos.
Regar com água quente e deixar cozinhar tapado por cerca de 15 minutos ou até que as batatas estejam tenras.
Lavar bem as beldroegas, respigar as folhas e reservar (eu só usei mesmo as folhas, pois as plantas já estavam em estado avançado de maturação).
Passar a sopa com a varinha mágica. Adicionar as folhas da beldroega e levar novamente ao lume, adicionar a manjerona. Deixar cozinhar por mais uns 5 minutos e já está!

Deliciem-se!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Xarope de Dente de Leão



Por cá com o lindo sol que tem brilhado, só dá vontade de estar na rua!
E perante o sol  de Sólheimar erguem-se as belas e aromáticas flores de Dente de Leão, aproveitando ao máximo a luz emanada pelo astro rei, refrescando as suas pétalas de dourado enquanto a brisa as embala numa suave dança... E foi perdida nestes pensamentos que pensei para os meus botões 'poderá ser a última oportunidade para colher esta dádiva da mãe natureza... E assim foi, levei um cestinho, e apanhei quantas flores eu pude...


As quantidades usadas dependem muito da quantidade de flores que conseguirem reunir, deste modo as quantidades que aqui vos apresento, são apenas um valor estandartizado.

Ingredientes
Flores de dente de leão, apanhadas num belo dia de sol, quando o perfume está no seu apogeu. 
Água
Açúcar, 1 gr por cada ml de liquido.
Sumo de limão a gosto (usei 1 limão para 1lt)

Modo de Preparo
Dia I
Depois de colhidas as flores, lavam-se muito bem em água abundante. Lavar meticulosamente pois há muitos bichinhos escondidos lá pelo meio.
Colocar as flores num tacho inoxidável, cobrir com água, e ferver cerca de 5 minutos. Retirar do lume, deixar arrefecer e guardar tapado no frigorífico durante 24h. 



Dia II
Filtrar o preparado do dia anterior, espremer bem as flores extraindo o máximo de liquido possível. ( Já agora um conselho, usem as flores espremidas no composto, pois contêm muitas substancias benéficas para as plantas).
Medir o liquido obtido; por cada ml de liquido obtido usaremos 1 gr de açúcar.
Colocar o liquido num tacho inoxidável, adicionar o açúcar; dissolver o açúcar em lume brando e deixar levantar fervura. 
Adicionar sumo de limão a gosto. Retirar do lume.

Colocar em garrafas esterilizadas enquanto o xarope estiver ainda quente. 
Para uma longa duração do xarope, pasteurizar as garrafas no fim de cheias e seladas. 
O método é muito simples: colocar as garrafas num panela com água a ferver, sendo que água deverá cobrir as garrafas; deixar ferver cerca de 15 minutos.
Guardar em local escuro; colocar no frigorífico depois de aberto.

Este xarope é delicioso, como descrevia um amigo nosso 'sabe a raios de sol', eu confirmo é muito especial mesmo! Podem usar com adoçante para chás ou misturar com água para uma bebida floral especial... Já para não falar nos seus benefícios medicinais! Experimentem!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pasta al Dente de Leão



Alguns anos passaram desde a minha primeira experiência com esta planta - Taraxacum officinale ... Lembro me de experimentar por curiosidade, crua, em salada, e ter sido uma experiência horrifica! Super amarga; claro que mais tarde soube o porquê. Tinha feito uma má escolha do local onde a colhi! 
Aqui na nossa comunidade existem resmas de Dente de Leão, e como estamos um bocado isolados e é difícil obter assim grande variedade de alimentos frescos (note-se que não é fácil ter uma horta na rua na Islândia, mesmo nesta altura do ano!) há assim uma vontade de usar tudo o que está disponível, é por isso que hoje vos deixo uma sugestão diferente.O Dente de Leão existe também em abundância em Portugal e os seus benefícios para a saúde são inúmeros, é uma erva purificadora que ajuda o fígado a eliminar toxinas entre outras coisas! Para mais informação vejam este post que encontrei no blog Leite da Terra
Optem por colher as folhas jovens, as mais viçosas, de plantas que cresçam em locais à sombra. Tenham cuidado onde apanham as plantas! Certifiquem-se que o local e livre de pesticidas!



Para 2 pessoas
Ingredientes
Um molho de folhas jovens de Dente de leão
3 dentes de alho
azeite
2 tomates maduros em cubinhos
250 gr de fusili
sal fino e pimenta 



Modo de preparo
Cozer a massa em água fervente. Lavar bem o dente de leão.
Entretanto, cortar o alho às rodelas fininhas; numa sertã, saltear em azeite; adicionar o tomate e o dente de leão. Agitar a sertã de modo a que todos os ingredientes fiquem bem salteados. 
Temperar com sal fino e pimenta fresca. Adicionar a massa previamente escoada. Envolver com os restantes ingredientes e voilá!

Desfrutem!