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sábado, 19 de julho de 2014

Molho de tomate assado para conservar - Roasted tomato sauce for canning



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É uma longa história mas o facto é que encontrei montes de tomates no lixo. Sim no lixo, já ouviram falar de dumpster diving? É incrível e chocante ver o quanto desperdício existe na nossa sociedade consumista. E não estou a falar só nas nossas casas... Mas nos mercados e super mercados, nos restaurantes nos produtores etc. É muito triste e revoltante apercebermos-nos de que a fome só existe porque os alimentos estão mal distribuídos! Se quiserem que aprofunde mais este assunto aqui no blog deixem um comentário em baixo ou na página do facebook.  

Dada a abundância súbita de tomates decidi fazer um molho de tomate assado para conservar. O molho é delicioso e muito versátil, pode ser usado em bases de outros molhos, com pasta, em pizzas etc. 
Se pasteurizado o molho pode durar até pelo menos um ano. Exactamente há uma ano atrás fiz esta receita; abri o último frasco há umas semanas e estava perfeito!



Ingredientes para 4 frascos de 250ml
2 kg tomates maduros
1 cebola grande
4 dentes de alho 
um raminho de alecrim
um raminho de tomilho
um raminho de óregãos
1 c.chá piri-piri
1 c.sopa de açúcar
azeite
3 c.chá de sal 

Preparação
Pré aquecer o forno a 180ºC. Cortar todos os tomates ao meio, em seguida coloca-los num tabuleiro do forno, com a face cortada para cima. Cortar a cebola e o alho em tiras grosseiras, distribuir por cima dos tomates.
Salpicar tudo com açúcar e temperos, regar com um bocadinho de azeite.
Assar no forno durante uma hora. Retirar do forno e reduzir tudo a puré com um passevite ou até mesmo um passador de rede. 
Colocar num tacho e adicionando a sal, mexer bem e esperar que comece a ferver.
Entretanto esterilizam-se os frascos no forno a 160ºC durante 10-15 min.
Colocar também uma panela grande ao lume com água a ferver.

Com um funil largo enchem-se os frascos, tapando de imediato, atenção para não se queimarem!  
Colocar um pano de cozinha dobrado no fundo da panela com água fervente. mergulhar os frascos bem fechados um a um. Pasteurizar durante 15-20 min. Cuidado ao retirarem os frascos da água a ferver.

Guardar num local fresco, abrigado da luz do sol.
Validade pasteurozado: 1 ano.


Fonte: baseado em receita do livro Preserves de Pam Corbin.



English version

It's kind of a long story but the fact is I got loads of tomatoes from the dumpster. Yes, from the trash; have you heard of dumpster diving yet?
It is incredibly shocking getting to know how much waste exists in our consumerist society. And I am not just talking about the food waste in our homes, but in the markets, restaurants, supermarkets and even straight out from the farmers! Sadly I realize that hunger only exists because food is not evenly distributed!
If you would like me to approach this subject more into detail please leave a comment bellow or on my facebook page.

With such an abundance of tomatoes I decided to make some roasted tomato sauce for canning. This sauce besides delicious is incredibly versatile, you can use it as a base sauce; in pasta; pizza etc, etc.
When pasteurized this sauce can last at least a year. Exactly a year ago I made a batch of this sauce, I ended up opening the last jar a week ago, it was still perfect and gorgeous!

Ingredients for 4 jars of 250ml
2 kg tomatoes
1 big onion
4 garlic cloves 
a sprig of rosemary
a sprig of thyme
a sprig of oregano
1 tsp of chili flakes
1 tbsp of sugar
olive oil
3 tsp salt 

Methode
Preheat the oven at 180ºC. Cut all the tomatoes in half, placing them in a baking tray with cut side up.
Cut the onion and garlic in chunks, scatter on the top of the tomatoes. Sprinkle everything with sugar, spices and a drizzle of olive oil.
Roast for an hour.
Remove from the oven and turn everything into a puree either using a passevite or forcing it through a sieve.
Place the fragrant puree on a cooking pot, bring it to a simmer, add the salt and more spices if desired.
Meanwhile sterilize your jars in the oven at 160ºC for about 10-15 min.
Also fill a big cooking pot the water and bring it to a boil.
Using a wide-mouth funnel fill all sterilized jars with the yummy sauce. Place the lids on and screw tightly.
If your water is already boiling place a folded tea towel in the bottom of the pot. Now gently submerge all the jars in the boiling water. Pasteurize for 15-20 min. Be careful while removing the jars out of the boiling water!

Store in a cool dry place, away from the sunlight.
Keeps for a year when pasteurized.

Source: based on a recipe from the book Preserves by Pam Corbin.








segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Gomas naturais de fruta, sem açúcar



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Tcharaan! Apresento-vos uma espécie de gomas, sem açúcar e 100% fruta! Vai ser o delírio entre a pequenada e entre os grandes também!
Faz já algum tempo que ouvi falar desta maravilha que são as 'fruit leathers'. Esquecidas na minha lista de coisas a experimentar, os anos foram passando, e nunca mais pensei no assunto... Até que a súbita abundância de frutos silvestres por estes lados, me fez pensar em 1001 maneira de prolongar a sua vida pelo inverno dentro.

Já estava farta de compotas e xaropes e licores etc etc... Eis que me lembrei de experimentar esta maravilha.
Super simples de confeccionar, e não passa de puré de fruta seco, que muito se assemelha às gomas que devorava em criança!

Uma vez que o puré da fruta é seco lentamente, por longas horas, o seu conteúdo liquido evapora também lentamente, concentrando toda a doçura natural da fruta.
O resultado é o que podem ver, uma película espessa de fruta concentrada, de sabor intenso e de comer e chorar por mais!!





Ingredientes
700gr mirtilos/ groselhas (amoras, para vocês aí em Portugal)
300gr maças cortadas ás fatias

nota: no caso das groselhas porque são muito açidas, podem adicionar um pouco de mel ou mesmo açúcar integral.. Existem também variações de mirtilos e banana por exemplo, onde substituí a maça por banana. Mas devo dizer que estas foram de longe as minhas versões perferidas!

Faz-se assim
Colocar a fruta num tacho, e levar ao lume, deixar cozinhar em lume brando até a fruta se começar a desfazer. Reduzir a puré com a ajuda de um processador de alimentos.

Revestir um tabuleiro largo (cerca de 30x50cm) com papel vegetal; pincelar as restantes partes com óleo inodoro.

Espalhar o puré da fruta sob o papel vegetal, deverá ficar com uma camada fina e uniforme.

Levar ao forno a 55ºC durante 18-24h, ou até que este fique completamente seco, relembrando couro.

Para evitar o gasto exagerado de energia eléctrica na confecção desta goluseima, sugiro:

- Se tiverem forno de lenha, coloquem umas tijoleiras de barro no seu fundo, para melhor conservar o calor durante as prolongadas horas de seca. Aconselho a colocarem uma grelha entre as pedras e o tabuleiro.

- Se tiverem um forno eléctrico, podem usar o mesmo método; ponham as tijoleiras no forno quando o estão a usar para outro fim, e depois quando a temperatura do forno baixar coloquem o puré da fruta lá dentro.

- E porque não experimentar secar ao sol? Num clima tão abrasador como o Português, poderá ser outra solução!

Experimentem, foi uma das maiores descobertas deste ano, acreditem é fabuloso! Uma goluseima que não deverá faltar nas lancheiras dos vossos pequenotes :)
E escusado será dizer que uma alternativa super saúdavel e natural às gomas artificiais cheias de porcaria...

Guardem enrolado em papel vegetal, e depois num saco de plástico em vácuo. Deverá durar vários meses se for guardado correctamente, longe de fontes de humidade.


Yummy Fruit leather



Ingredients
700gr Blueberries/ Red currants
300gr apples, cut in slices

Note: If you are using red currants, because they are super acid, you could always add some honey or brown sugar, to make it sweeter. There are plenty of variations, I tried blueberry with banana for example; by replacing the apples for bananas.
But I have to say, this apple versions are the ones I love the most so far :)

Methode
Place the fruits in a sauce pan, cook gently until the fruits gets smooth; will take just a few minutes. Blend it with a food processor.

Line a sheet pan (about 30x50cm) with some baking papper. Grease the sides of the pan with some non-smelling oil.

Spread the fruit pureé on the baking papper, until you get a even and thin layer.

Dry in a oven at 55ºC for 18-24 hours, or until is completely dry resembling leather.

Now, in order to avoid such a huge spent of energy on the confection of the treats I suggest:

- If you are lucky enough to have a wood stove/oven, place some stones (the ones from bread making are great!) on the bottom; then, place some metal grid over them and on the top of that the sheet pan with your yummy pureé.

- If you have a normal electric stove you can use the same methode, but placing the stones while you are baking something else, and then afterwords when it cools down you can place the fruit pureé inside.

- And if you live in a hot country, with plenty of sunshine, why not drying it on the sun?

Try it, you will be amazed how good this thing is! It was one of the best discoveries for me this year!
The perfect treat for you kids lunch box! Natural, home made and delicious!
Wonderful alternative to the nasty commercial gummy bears, often full of bad stuff.






domingo, 26 de agosto de 2012

Xarope de Mirtilos


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Ora a saga das bagas lá continua, em casa e no trabalho!!
Já fiz compotas, montanhas de xarope, 'couro de fruta', este último publicarei brevemente :)

Tenho também andado à 'caça' de morangos islândeses, pois decobri recentemente que são produzidos a uns escassos kilometros daqui, mas a sua produção não é muito consistente... Vamos ver se tenho sorte!

Descobri ainda uma empresa familiar que produz cerejas em estufa!!! Vocês acreditam? Cerejas Islândesas? De mais! Fiquei logo o contacto do senhor, para lá passar na próxima época!!

Agora chega de histeriquices, e vamos lá ao xarope, ou cordial, de mirtilos.
O método que usei foi o mesmo para as groselhas. Mas vou recapitular...




Ingredientes
Mirtilos
Sumo de lima
Açúcar
Água


Modo de preparo
Reúnan todas os mirtilos que consigam encontrar; lavar com água abundante.
Colocar num tacho; cobrir com água. Não exagerar na quantidade de água, apenas o necessário para que fiquem cobertos.
Levar ao lume e deixar levantar fervura, reduzir e deixar cozer em lume brando uns 5 minutos.
Retirar do lume e passar por um passador de rede fina, ou pano de musselina. pressionar levemente para libertar todo o sumo que conseguirem.
Medir o liquido obtido.
Por cada litro de sumo, usem 900gr de açúcar, e sumo de 2 limas.

Colocar todos os ingredientes num tacho e levar ao lume até levantar fervura, e até que açúcar esteja dissolvido. Não deixem cozer demasiado, caso contrário obterão geleia!!

Filtrar um vez mais, para eliminar qualquer impureza. Ainda quente, verter para garrafas esterilizadas. Selar bem.
Pasteurizar para que o xarope se conserve durante mais tempo!

Desfrutem, diluído em água e com umas pedrinhas de gelo!



English version

Blueberry Cordial


Ingredients
Blueberries
Lime
Sugar
Water

Methode
Gather as many blueberries as you can find; rinse well trough.
Place the berries in a pan with water, just until they are covered.
Bring to boil, reduce the heat and simmer for 5 min.
Remove from the heat, and strain gently trough a fine mesh or cheese cloth, getting as much juice as you can.
Measure the obtained liquid.
Now, for each liter of juice you will need 900gr of sugar, and the juice from 2 limes.

Place all the ingredients at once in a large pan, and bring to boil, letting all the sugar to dissolve completely.
Do not boil it for long, otherwise you will end up with some jelly!
Strain it once more, to get rid of some impurities.
Store in some sterilized bottles while hot, and seal well.
If you want to keep it for long, you will have to pasteurize the bottles.

Enjoy, solved in water with some ice!



domingo, 29 de julho de 2012

Salada mediterrânica de Beringela & Tomate





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Os aromas de hoje vêm do outro lado do mar Mediterrâneo. Um prato com a sua origem algures entre Marrocos Algeria; modesto, e ainda assim carregado de aromas que me trazem à memória Portugal...
A receita é do livro Mediterranean Vegetarian Kitchen, que já antes referi aqui no blog.






Ingredientes
2 beringelas médias, jovens e tenras
4 c.sopa azeite q.b.
1 cebola pequena, picada
1 dente de alho picado (não consta da receita original)
4 tomates médios, em cubos
2 c.sopa de salsa picada
2 c.sopa coentros frescos, picados
1/2 c.chá cominhos
1/2 c.chá paprika
sal a gosto
amendoas para servir (não consta da receita original)

Preparção
Numa sertã de fundo pesado, aquecer o azeite e refogar a cebola durante um minuto, e logo a seguir adicionar o alho.
Juntar a beringela, com uma pitada de sal, cortada em cubos e refogar, agitando bem a sertã, para que a beringela fique revestida com azeite, e com o passar de alguns minutos se torne dourada.
Adicionar os tomates em cubos, assim como as ervas e especiarias. Verificar o sal e deixar cozinhar por mais alguns minutos, até que a beringela esteja bem cozinhada, e o molho mais espesso.
Servir à temperatura ambiente com cuzcus. (também não consta da receita original, mas achei por bem servir este prato com cuzcus, pois o seu molho gostoso, pede algo assim)



English Version


Ingredients
2 medium aubergines, young and tender
4 Tbsp olive oil
1 small onion, chopped
1 garlic clove, chopped (not on the original recipe)
4 plum tomatoes, in cubes
2 Tbsp chopped parsley
2 Tbsp chopped coriander leaves
1/2 tsp cumin
1/2 tsp paprika
salt to taste
some almonds, to serve (not on the original recipe)


Methode
Heat the oil in a frying pan, add the onions and stir until they get golden, add then the garlic, and cook it for 1 min. or so.
Add in the aubergines, diced into small cubes, and a pinch of salt; stir well until the aubergine is well coated in oil, and nicely golden.
Time for the tomatoes, add them now with all the spices and herbs. Check the salt and let it cook until all the veggies are soft, and the sauce thickened.
I choose to serve this dish with some nice and simple couscous, to make sure I would get every single drop of this yummy sauce!  







sábado, 28 de abril de 2012

Tarteletes Dente de Leão



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A agradável surpresa que tive um destes dias, com o nosso amigo guardião dos elfos a bater à porta bem cedo...
É uma pessoa muito especial; é um poeta, um apaixonado pela natureza no seu estado bruto; um Agostinho da Silva dos dias de hoje..
Qual o meu espanto ao ver que trazia em suas mãos um punhado de folhas viçosas de dente de leão, ainda orvalhadas, acabadinhas de colher no seu passeio matinal...
Estendeu-as com um sorriso, agradeceu o jantar do outro dia e partiu...

* * *

Logo soube o que fazer com as preciosas folhas, pois já há muito que sonhava com o começo da época dos Dentes de leão! Não faço ideia onde os encontrou, pois ainda não os vi por cá este ano...



Para 4 tarteletes
Ingredientes Massa
100gr de farinha de espelta (usei integral)
40gr manteiga fria
pitada de sal
água fria q.b.

Faz-se assim
Misturar a manteiga fria com a farinha e sal, amassar tudo muito bem com as pontas dos dedos. Adicionar um bocadinho de nada de água fria, para ajudar a massa a ficar firme, e não colar mais às mãos.
Formar uma bola com a massa e deixar repousar no frigorífico durante 20 minutos.

Ingredientes Recheio
10 folhas jovens, grandes, de dente de leão (quando digo grandes, as minhas tinham 2 palmos)
1 dente de alho picado
fio de azeite
2 c.sopa de azeitonas pretas picadas
1 pitada de manjerona
sal e pimenta moída na hora
2 ovos grandes
sementes de sesamo

Faz-se assim
Pré aquecer o forno a 190ºC, untar 4 forminhas para tartelete. Reservar.
Numa sertã, colocar o fio de azeite e saltear levemente o dente de leão picado grosseiramente, e o alho picado também.
Adicionar as azeitonas picadas grosseiramente, sal e pimenta e um cheirinho de manjerona.
Retirar do lume e deixar arrefecer.
Forrar as forminhas com a massa que entretanto descansou no frigorífico. Picar o fundo das tarteletes com um garfo. Distribuir o recheio igualmente por entre as 4 forminhas.
À parte bater os ovos com uma pitada de sal e pimenta; verter os ovos por entre as forminhas.
Salpicar com sementes de sesamo.
Levar ao forno durante 10-12 minutos.

Desfrutem!


English Version

What a wonderful surprise I had one of these past days. Our friend, guardian of the elves, came knocking at our door quiet early in the morning...

He's a very special being; a poet, a devoted nature's lover in its raw state; a kind of an Agostinho da Silva of our times...
I was so amazed to see that he was carrying a bunch of young, lush dandelion leaves on his hands;
still dewy, just harvested during his morning walk..
He held them with a smile, thanked for the dinner on the other night, and just left...

* * *

I knew exactly what to do with the precious leaves, it has been long time since I have been waiting for them! 
As matter of fact I have no idea where our friend found the dandelion, I haven't seen it yet this year...



Serves 4 tartelets 
Ingredients Pastry 
100gr whole meal spelt flour
40gr cold butter
pinch of salt
cold water

Methode
Combine the cold butter with the spelt flour and salt, rub the butter using your finger tips until it gets sandy.
Add just a little of cold water, and knead until you get a firm non-sticking dough. If you added too much water you will need to add more flour in order to get it right.
Wrap the dough in cling film, let it rest for 20 min. in the fridge.

Ingredients Filling
10 young Dandelion leaves (big ones)
1 garlic clove minced
drizzle of olive oil
2 Tbsp. chopped black olives
Pinch of marjoram
salt and fresh ground pepper
2 eggs (large ones)
sesame seeds to sprinkle

Methode
Heat the oven at 190ºC, grease 4 little tartelet forms. Reserve.
Wash the dandelion leaves carefully, and cut it ruffly.
Sprinkle a hot pan with some olive oil and sauté  the dandelion with the garlic.
Throw the chopped black olives in, season with salt, pepper, and some marjoram to the taste.
Sauté, tossing the pan around just until all ingredients are combined.
Remove from the heat, and let it cool.

Meanwhile...

Remove the dough from the fridge; roll it out, and stamp 4 round circles. Line the tartelet forms with the dough and prickle the bottom with a fork.
Divide equally the reserved filling between them.
A side, whisk the eggs with a pinch of salt and pepper.
Pour the eggs over the filling, sprinkle with sesame seeds.
Bake at 190ºC for 10-12 min.

Enjoy : )




quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Potezinhos de nabo - Convidei para jantar... Michael Pollan



A Ana, do blog Anasbageri, criou um projecto muito interessante, que vai dar asas à nossa imaginação... 
Em cada mês convidaremos para jantar pessoas ou personagens, fictícias e até mesmo reais, que o nosso imaginário gostaria de ver sentado à nossa mesa!

Mensalmente haverá um determinado tema, e a Ana convida-nos também a acolher este desafio nos nossos blogs, caso estejam interessados é só contacta-la! Deixo-vos aqui o link para poderem participar, e ler mais detalhadamente sobre este desafio...  Convidei para jantar.

A minha escolha não foi fácil, quanta gente não gostaríamos nós de ter à nossa mesa? No íntimo do nosso lar, a inevitável partilha de histórias e das mais variadas vivências e opiniões. Conversas fluindo ao som da boa comida, cozinhada com dedicação, especialmente a pensar nos nossos convidados...

Para este primeiro desafio, convidei não uma personagem, mas sim um escritor.
Michael Pollan, professor, jornalista e activista norte americano, foi considerado uma das pessoas mais influentes pela revista Time em 2010.

Escreveu inúmeros livros alertando para uma maior consciência global no que toca às nossas escolhas alimentares; desmascarando os engenhosos esquemas inventados pelas grandes empresas, peritas em lavagem cerebral ao consumidor comum. 

Michael Pollan apresenta-nos uma visão clara e realista do panorama actual dos 'nossos' hábitos alimentares. Numa voz arrojada atreve-se mesmo a desafiar a comunidade cientifica, fazendo-nos reflectir sobre o que julgamos ser normal.

Livros destacados
- Food rules
- The Omnivore's Dilemma
- In Defense of food, an eater's manifesto.

Algumas das palestras deste brilhante autor encontram-se disponíveis no youtube, podem dar uma espreitadela, aconselho vivamente!

Ora como não podia deixar de ser, a ementa escolhida para o jantar foi baseada em produtos locais, da época, simples e sem produtos processados.


Para 4 forminhas
Ingredientes
1 nabo grande (250gr) em cubos (produção nacional)
1 cebola roxa picada (ainda do nosso jardim)
2 ovos grandes (da nossa comunidade)
1 dente de alho picado
1/2 c. café de noz moscada
1c.chá sementes de coentros
Sal fino e pimenta  a gosto


Preparação
Pré aquecer o forno a 180ºC, untar 4 forminhas pequenas de cerâmica com manteiga. Reservar.
Cozer o nabo no mínimo de água possível. Pois quanto mais água usarmos, mais vitaminas e nutrientes estamos a disperdiçar... Salpicar com um pouco de sal e deixar cozer até ficar bem suculento. Escoar o nabo, e deixar arrefecer.
Esmagar o nabo com um garfo e adicionar cebola e alho picados. Quando a mistura estiver suficientemente arrefecida, juntar os ovos, incorporando-os bem.
Por fim acrescentar as sementes de coentros esmagadas e os restantes temperos.  
Dividir o preparado pelas 4 forminhas e levar ao forno 180ºC por cerca de 30 minutos, se os topos começarem a queimar, cobrir com uma folha de alumínio e já está!

Sugestão, para os apreciadores de queijos poderão ainda enriquecer estes potezinhos com queijo ralado, que deverão incorporar na massa.

Acompanhei com saladinha de folhas variadas local.





sábado, 4 de fevereiro de 2012

Relish de Beteraba Vermelha



Apesar de nunca o ter partilhado aqui convosco, sou uma grande devota das conservas e compotas caseiras.


O sentimento de criar algo excepcional; o potencial único que existe em toda a produção excedente de frutos e vegetais, a brotar por esses campos e quintais fora; o prazer de estender a vida da nossa fruta preferida para além da sua limitativa época! Tudo isto foram e continuam a ser os grandes motivos desta minha dedicação, com certeza partilhada com muitos de vós.


Infelizmente, as circunstâncias em que actualmente vivo, privam-me um pouco deste hobby; pois esta satisfação pessoal só é atingida se os vegetais forem crescidos por nós, familiares ou amigos, ou até mesmo se os produtores forem locais... As compras no super mercado (sim porque aqui não há mercados a maior parte do ano, o que me deixa muito triste) é muito impessoal, os produtos vem de todo o mundo, o que castra de imediato o meu potencial imaginário, arrasando o gozo que me dão as conservas! No fundo as conservas são um acto de auto-suficiência alimentar e por isso me dá tanto prazer confeccioná-las.






Este relish já o fiz há algum tempo, e foi uma das muitas experiências que fizemos lá no trabalho. Por isso um beijinho especial a minha querida colega Aisté :)


A receita essa é do livro Preserves, colecção River Cottage handbook, da autora Pam Corbin. Podem encontra-lo na caixinha verde das recomendações de livros da Amazon, aqui no blog do lado direito.


Rende 5 frascos pequenos
Ingredientes
1 kg beterrabas vermelhas tenras, bem lavadinhas (usei de produção islandesa)
fio de azeite
250gr de açúcar
150ml vinagre de vinho tinto
2 c.sopa de vinagre balsâmico
1 cebola vermelha grande, picada
1 c.sopa de mostarda de boa qualidade (usei em vez do horseradish)


Ingredientes para o assado de tomate
1 kg tomates maduros (eu usei de produção local, aqui das nossas estufas bio)
2 c.chá de sal
4 dentes de alho
fio de azeite


Preparo
Começamos por pré-aquecer o forno a 180ºC.
Para o puré de tomate, cortar os tomates ao meio, coloca-los com a parte cortada para cima num tabuleiro largo para ir ao forno. Salpicar com sal, um fiozinho de azeite e o alho laminado.
Colocar no forno na prateleira do fundo, assar por cerca de 1 hora.
Retirar do forno, e com a ajuda de um passador de rede, esfregar os tomates contra a rede, extraindo toda a sua polpa, deixando peles e sementes para trás.
No final deveremos ter obtido cerca de 300ml de deliciosa polpa. Reservar.


Entretanto...


Dispor as beterrabas inteiras num tabuleiro pronto para ir ao forno, regar com um fiozinho de azeite.
Assar na prateleira a cima dos tomates, este processo deverá levar cerca de uma hora e meia ou mais. A pele das beterrabas deverá ficar macia, escurecida e a começar a soltar-se.
Retirar do forno, deixar arrefecer até que seja possível manuseá-las. Retirar a pele, ralar grosseiramente, quer seja à mão ou até mesmo num mixer de cozinha.
Reservar.


Colocar 5 frascos, e respectivas tampas no forno a 160 ºC, por não menos de 10 minutos. ( Este é o meu método de esterilização, é pratico e eficiente)


Num tacho, coloca-mos o açúcar, vinagres e a cebola picada. Deixar levantar fervura, e cozer por 5 minutos, até que o açúcar se dissolva.
Adicionar o molho de tomate, e mostarda, incorporar bem, cozendo por mais alguns instantes.
Por fim adiciona-mos a rainha deste relish, a beterraba, deixando cozer até que a mistura engrosse um pouco.


Verter a mistura ainda quente para frascos esterilizados acabados de sair do forno.
Selar bem, e deixar arrefecer à temperatura ambiente. De acordo com o livro, esta conserva terá a validade de um ano. (guardei as minhas no frigorífico) 


Servir com pão com manteiga, queijos; como complemento nas refeições etc etc...
É uma excelente alternativa às compotas doces, na hora em que os ataques vorazes por snacks apertam!


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Bolo de pastinaca, um resultado surpreendente!



Pastinaca, chirivia, cherovia, parsnip em inglês... é um parente da nossa conhecida cenoura.
De cor esbranquiçada, possui um maior valor nutritivo, e o seu sabor é mais intenso, com uma nota subtil anisada.
Remontando ainda aos tempos da Eurásia, esta cultura ocupava um lugar importante na alimentação dos povos de então, aquando a batata era ainda desconhecida por estes lados.(fonte wikipédia)
Em Portugal, a pastinaca é cultivada principalmente na região da Serra da Estrela, pois esta hortaliça depende de umas boas geadas e clima relativamente frio para que o seu sabor caracteristico se desenvolva.
Pessoalmente, já experimentei cultivar em casa dos meus pais (região de Viseu), e o resultado foi recompensador! Embora tenhamos esperado quase um ano até à sua colheita, pois as geadas teimavam em não aparecer.

No passado, usei pastinacas em sopas e guisados, mas nunca em bolos. Depois de ler este artigo, fiquei com imensa curiosidade em experimentar.O resultado é o que podem ver.


Ingredientes
375gr farinha para bolos 
5gr de fermento em pó
250gr de pastinaca, descascada e ralada
200gr açúcar integral
125ml de óleo 
3 ovos
60gr de nozes grosseiramente picadas
raspa de um limão
1/2 c.chá canela 
1/4 c.chá extracto de baunilha

açucar em pó, para polvilhar


Faz-se assim
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar um tabuleiro pequeno e quadrado.
Utilizando uma vara de arames, bater os ovos com o açúcar até obter uma mistura fofa e espumosa. Adicionar o óleo e raspoa de limã, continuar a mexer energicamente. Incorporar a pastinaca envolvendo suavemente.
À parte noutro recipiente misturar todos os restantes ingredientes secos.
Fazer uma cova no centro, e verter para esta a mistura liquida. Envolver tudo muito bem com a ajuda de uma colher de pau (caso estejam a misturar à mão).
Verter a mistura para o tabuleiro préviamente untado.
Levar ao forno por cerca de 60 minutos a 180ºC.

Retirar do forno, deixar arrefecer e cortar aos quadradinhos ou a vosso gosto.
Polvilhar com açúcar em pó antes de servir...








domingo, 11 de dezembro de 2011

2º Aniversário - Um souflê de beterraba, bem local...



Olá a todos, o desafio que lancei à blogoesfera na semana passada ainda está de pé!
Continuamos à espera das vossas carinhosas participações...

A minha participação neste desafio local foi levada bem ao extremo... 
No Verão, conseguimos cultivar algumas coisinhas por cá, mas quando os dias começaram a encolher abruptamente e as temperaturas a descerem para lá dos 0ºC, perdemos a esperança e resignamos-nos ao longo e rigoroso Inverno Islandês... 
Com o ritmo lento dos dias, fui esquecendo as nossas beterrabas lá no quintal da comunidade.. Mas agora, no pico do Inverno, como seria possível resgatá-las? O solo estava congelado! A neve pelos joelhos! Inspirando coragem, lá nos resolvemos a ir, de pá em punho começámos por escavar neve, solo e tudo à mistura até que avistámos a primeira beterraba; como rubis esquecidos na neve, ali estavam elas, frágeis e congeladas, coitadinhas... Os nossos olhos arregalaram-se e com um sorriso cúmplice colocámos-las no cesto das colheitas.
Ora o destino delas foi estes belos souflês que hoje vos apresento . 

Serve 4
Ingredientes
150gr Beterraba (1 beterraba média) - Da nossa Horta
azeite
1 dente de alho picado
15gr margarina
1 c.sopa de farinha
1/2 cebola pequena picada finamente - Da nossa horta (ainda do Verão)
120ml leite - Produzido na área
sal fino
pimenta moída na hora 
noz moscada moída
2 ovos separados - Produzidos aqui na Comunidade

Margarina e pão ralado para untar as formas



Faz-se assim
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Começamos por lavar bem a beterraba. Em papel de alumínio colocar a beterraba inteira, com um fiozinho de azeite e pitada de sal, assim como o dente alho picado. Selar o papel de alumínio, colocar num tabuleiro e levar ao forno cerca de 40 minutos.

Retirar a beterraba de dentro do papel de alumínio com cuidado. Aguardar um bocadinho para que esta arrefeça e possa ser manuseada.
Retirar a pele da beterraba (sai muito facilmente, só assim raspando), e com um ralador fino, ralar a beterraba. Reservar.

Aumentar a temperatura do forno para 240ºC enquanto avançamos com os restantes passos da receita.
Untar 4 forminhas para souflê (ramequins), com margarina, polvilhar com pão ralado. Reservar.

Numa pequena caçarola, derreter a margarina, adicionar a farinha mexendo sempre com uma vara de arames para que a mistura fique lisa, e sem grumos. Adicionar a cebola e deixar cozer alguns segundos. Verter o leite, e em lume brando continuar a mexer vigorosamente até engrossar. (Como o molho bechamél).
Temperar a gosto com sal, pimenta fresca e noz moscada. Retirar do lume e transferir o preparado para uma taça de vidro. Adicionar a beterraba, distribuir bem com a ajuda de uma vara de arames.
Assim que arrefeça um pouco, adicionar as gemas uma a uma, incorporando bem.   

À parte bater as claras em castelo com uma pitada de sal.

Com uma espátula de borracha, incorporar 1/3 das claras em castelo na massa de souflê. Adicionar as restantes claras em castelo tendo cuidado de não mexer demasiado para que o preparado não perca volume. 

Encher até metade as forminhas de souflê, bater com as forminhas sobre um pano de cozinha, para que no fundo destas, a massa de souflê fique distribuída uniformemente. 
Acabar de preencher as forminhas, levar ao forno, reduzir a temperatura para 220ºC. 
Coze cerca de 20 minutos.

Servir de imediato com salada.



 


domingo, 4 de setembro de 2011

Sopa de Beldroegas



Beldroegas, ou Portulaca Oleracea, para muitos não passará de uma vulgar erva daninha... Mas não é bem assim. 
As minhas primeiras memórias desta erva remontam à minha infância; no campo das batatas, por entre as batateiras elas proliferavam discretamente, ao seu ritmo, sem grandes pressas; tímidas, de caules carnudos e sumarentos por ali andavam; e o que para mim não passava de mais uma reles erva daninha, era à noite transformada, pela minha mãe num belo e farto caldo.
A minha mãe cedo me ensinou a dar valor estes pequenos tesouros selvagens, que cresciam à sombra nas nossas hortas e quintais, e foi com esses mesmos olhos que ontem procurei as beldroegas no quintal da minha tia... 
Deliciei-me com esta sopa, graças a ela relembrei-me de bons momentos da minha meninice...

A receita foi do mais simples que me ocorreu :)

Serve 4
Ingredientes
Um molhinho de beldroegas
1 cebola grande
azeite
3 batatas grandes
2,5lt de água quente
um raminho de manjerona
sal

Faz-se assim
Cortar a cebola em tiras finas, refogar em azeite abundante.
Entretanto descascar as batatas e cortar em cubos.
Adicionar as batatas ao refogado. Deixar envolver por alguns minutos.
Regar com água quente e deixar cozinhar tapado por cerca de 15 minutos ou até que as batatas estejam tenras.
Lavar bem as beldroegas, respigar as folhas e reservar (eu só usei mesmo as folhas, pois as plantas já estavam em estado avançado de maturação).
Passar a sopa com a varinha mágica. Adicionar as folhas da beldroega e levar novamente ao lume, adicionar a manjerona. Deixar cozinhar por mais uns 5 minutos e já está!

Deliciem-se!

domingo, 7 de agosto de 2011

Quiche de tomatinhos cereja



Por cá, há falta de uma horta 'a sério´(digo isto porque estava habituada às hortas de Portugal onde é possível crescer tudo e mais alguma coisa, em qualquer altura do ano), vamos fazendo os possíveis para ter alguns vegetais a crescer quer lá fora, quer no nosso wintergarden...  Se quiserem dar uma espreitadela as fotos estão aqui no Cantinho Verde :)

De qualquer forma ainda vamos tendo alguns vegetais que nos têm dado muitas alegrias, e nos fazem crer que mesmo aqui na Islândia é possível crescer um jardim! O importante é não baixar os braços!

Ora esta receita é feita com coisinhas crescidas por cá, desde os tomatinhos, às ervas aromáticas, até os ovos vem das galinhas da comunidade!



Para uma forma de quiche pequena
Massa para a base
100gr margarina fria
150gr farinha 
1/2 c.c. sal fino
1/2 c.c. mangericão seco

Modo de preparo
Combinar a farinha com a margarina fria, acabada de sair do frigorífico; adicionar o sal e o mangericão.
Verter um bocadinho de nada de água fria para ajudar a ligar os ingredientes; amassar bem à mão. Formar uma bola com a massa e deixar descansar no frigorífico por cerca de 30 minutos.
Ingredientes Recheio
200ml natas vegetais (usei de amêndoa)
3 ovos biológicos
2 mãos cheias de tomatinhos cereja
1 c.sopa de salsa picada
1 c.sopa de mangericão picado
1 c.c. mal cheia de sal
1 c.café de pimenta cayena
1 c.copa de sementes de abóbora



Modo de preparo
Pré aquecer o forno a 180ºC, untar uma forma de tarte pequena.
Retirar a massa do frigorífico, e estender com o rolo em forma de circulo. Forrar a tarteira com a massa.
Num recipiente batem-se os ovos juntamente com as natas vegetais, sal e pimenta cayena.
Verter esta mistura líquida no fundo da tarteira. Salpicar com as ervas aromáticas.
Dispor os tomatinhos sobre esta mistura e salpicar com as sementes de abóbora.
Levar ao forno durante 30-40 minutos.

Eu servi com arroz integral e brócolos salteados com amêndoa...
Boas criações!

domingo, 31 de julho de 2011

Pão de Cebola e Noz



Por cá parece que o Verão já acabou, não que tenhamos tido temperaturas altas que fizessem lembrar os Verões do nosso Portugalito, mas sempre dava para enganar a saudade... Nesta última semana tem estado um tempo péssimo, muita muita chuva e as 24 horas de luz começam a encolher a um ritmo visível... Começo a ficar preguiçosa, a ter mais pachorra para ter o forno sempre ligado a produzir coisinhas boas, que nos reconfortam e nos animam os dias... 
Hoje deixo-vos uma sugestão de um pão super saboroso com uma textura óptima e com uma combinação, que eu diria não muito usual...
A receita foi retirada do meu manual, companheiro de trabalho, 'The professional pastry chef' de Bo Friberg, é um livro técnico, muito bom; maçudo, com informação detalhada para uma vertente mais profissional.

Para 2 pães
Ingredientes
55gr de cebola picada
1 c.sopa de azeite virgem
22gr de fermento de padeiro
300ml de leite a 46ºC (temperatura favorável à multiplicação das leveduras presentes no fermento)
1 c.sopa de açúcar
1 c.sopa de sal fino
60ml azeite
455gr de farinha de trigo para pão 
55gr nozes picadas grosseiramente

2 cestos para tender, Bannetons a massa, taças de barro terão o mesmo efeito



Faz-se assim
Numa sertã, saltear a cebola com uma colher de sopa de azeite até ficar douradinha. Reservar.
Numa taça de vidro dissolver o fermento no leite morno. Adicionar o açúcar, sal e o restante azeite.
Transferir para o robot de cozinha (usando o gancho), adicionar metade da farinha até que fique bem incorporada, adicionar as nozes e cebola salteada.
Ir adicionando mais farinha até obter uma massa firme, continuar a amassar até que a estrutura da massa comece a ficar mais elástica e macia (poderá levar cerca de 10 minutos).
Transferir a massa para uma taça untada com azeite, cobrir com um plástico e deixar levedar em local quente, até que duplique de volume.
Se estiveres a usar os cestos ou bannetons, ou mesmo até as taças de barro, polvilhar muito bem o seu interior com farinha..

Dividir a massa em duas partes iguais, amassar com as mãos em movimentos circulares até formar duas bolas. Colocar a massa nos cesto/taças, sendo que a parte lisa deverá ficar virada para baixo. 
Cobrir com um plástico e deixar tender até que o seu volume duplique.

Pré aquecer o forno 220ºC, preparar um tacho com água a ferver. Colocar no forno 2 tabuleiros, um será onde o pão irá ser cozido e o outro colocado abaixo será para fazer o efeito do vapor com a àgua a ferver...

Polvilhar a massa ainda dentro dos cestos, inverter a massa sobre o tabuleiro quente. (atenção o cestos obviamente não vão ao forno)
Colocar a água a ferver no tabuleiro inferior e fechar a porta do forno de imediato.

Baixar a temperatura do forno para 200ºC, cozer por 30-35 minutos. 

E já está, é só desfrutar com uma bela manteiguinha :P

terça-feira, 26 de julho de 2011

Couscous Tunisino com Rosas



Esta semana trago-vos uma receita diferente, um prato típico de um dos países paradisíacos situado no mar Mediterrânico, a Tunísia.
Ainda fascinada com o livro 'Mediterranian Vegetarian cooking' da Paola Gavin, reforço a minha opinião, é sem dúvida um livro maravilhoso, muito útil para todos os interessados nas práticas sustentáveis da alimentação; e num país como o nosso a tarefa de 'comer localmente' é sem dúvida fácil! Se puderem comprem o livro, é assim um tesourinho para estes tempos de crise; entretanto deixo-vos uma receita retirada deste mesmo livro, dando-vos assim uma ideia do tipo de coisas que por lá podem encontrar...

Serve 4
Ingredientes - Refogado de Vegetais
4 dentes de alho, esmagados
6 pimentos de cores variadas, limpos, cortados em tiras
2 c.chá de paprika
sal
2 c.sopa de puré de tomate
3 malaguetas
3 tomates grandes, sem pele e sementes, cortado em cubos
2 batatas grandes, cortadas em cubos
1lt de água a ferver
azeite



Ingredientes - Couscous
2 c.sopa de azeite
1 cebola grande, cortada em tiras finas
2 c.chá de bharat (ver em baixo)
350gr couscous
425ml de água a ferver

Preparo
Aquecer o azeite numa sertã grande de fundo pesado, fritar levemente o alho, adicionar logo de seguida a paprika e o puré de tomate. Mexer muito bem.
Adicionar as batatas, os pimentos, os tomates, as malaguetas e a água a ferver. Deixar levantar fervura, reduzir a chama e cozinhar por cerca de 25 minutos, ou até que todos os vegetais estejam tenros.

Cerca de 10 minutos antes do final da cozedura dos vegetais, começamos a preparar o couscous.
Aquecer o azeite numa caçarola e refogar a cebola; em seguida adicionar o couscous e bharat. Misturar bem e regar com água a ferver. Deixar cozinhar tapado por cerca de 10 minutos.

Servir uma porção couscous num prato fundo e no cimo colocar uma colherada dos vegetais; servir na hora.

Para o Bharat
2 c.sopa de rosas secas (rosa damascena, à venda em herbanárias), sem caules.
1/2 c.chá de canela
1/2 c.chá pimenta preta moída na hora.

Triturar à mão num almofariz.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Xarope de Dente de Leão



Por cá com o lindo sol que tem brilhado, só dá vontade de estar na rua!
E perante o sol  de Sólheimar erguem-se as belas e aromáticas flores de Dente de Leão, aproveitando ao máximo a luz emanada pelo astro rei, refrescando as suas pétalas de dourado enquanto a brisa as embala numa suave dança... E foi perdida nestes pensamentos que pensei para os meus botões 'poderá ser a última oportunidade para colher esta dádiva da mãe natureza... E assim foi, levei um cestinho, e apanhei quantas flores eu pude...


As quantidades usadas dependem muito da quantidade de flores que conseguirem reunir, deste modo as quantidades que aqui vos apresento, são apenas um valor estandartizado.

Ingredientes
Flores de dente de leão, apanhadas num belo dia de sol, quando o perfume está no seu apogeu. 
Água
Açúcar, 1 gr por cada ml de liquido.
Sumo de limão a gosto (usei 1 limão para 1lt)

Modo de Preparo
Dia I
Depois de colhidas as flores, lavam-se muito bem em água abundante. Lavar meticulosamente pois há muitos bichinhos escondidos lá pelo meio.
Colocar as flores num tacho inoxidável, cobrir com água, e ferver cerca de 5 minutos. Retirar do lume, deixar arrefecer e guardar tapado no frigorífico durante 24h. 



Dia II
Filtrar o preparado do dia anterior, espremer bem as flores extraindo o máximo de liquido possível. ( Já agora um conselho, usem as flores espremidas no composto, pois contêm muitas substancias benéficas para as plantas).
Medir o liquido obtido; por cada ml de liquido obtido usaremos 1 gr de açúcar.
Colocar o liquido num tacho inoxidável, adicionar o açúcar; dissolver o açúcar em lume brando e deixar levantar fervura. 
Adicionar sumo de limão a gosto. Retirar do lume.

Colocar em garrafas esterilizadas enquanto o xarope estiver ainda quente. 
Para uma longa duração do xarope, pasteurizar as garrafas no fim de cheias e seladas. 
O método é muito simples: colocar as garrafas num panela com água a ferver, sendo que água deverá cobrir as garrafas; deixar ferver cerca de 15 minutos.
Guardar em local escuro; colocar no frigorífico depois de aberto.

Este xarope é delicioso, como descrevia um amigo nosso 'sabe a raios de sol', eu confirmo é muito especial mesmo! Podem usar com adoçante para chás ou misturar com água para uma bebida floral especial... Já para não falar nos seus benefícios medicinais! Experimentem!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pasta al Dente de Leão



Alguns anos passaram desde a minha primeira experiência com esta planta - Taraxacum officinale ... Lembro me de experimentar por curiosidade, crua, em salada, e ter sido uma experiência horrifica! Super amarga; claro que mais tarde soube o porquê. Tinha feito uma má escolha do local onde a colhi! 
Aqui na nossa comunidade existem resmas de Dente de Leão, e como estamos um bocado isolados e é difícil obter assim grande variedade de alimentos frescos (note-se que não é fácil ter uma horta na rua na Islândia, mesmo nesta altura do ano!) há assim uma vontade de usar tudo o que está disponível, é por isso que hoje vos deixo uma sugestão diferente.O Dente de Leão existe também em abundância em Portugal e os seus benefícios para a saúde são inúmeros, é uma erva purificadora que ajuda o fígado a eliminar toxinas entre outras coisas! Para mais informação vejam este post que encontrei no blog Leite da Terra
Optem por colher as folhas jovens, as mais viçosas, de plantas que cresçam em locais à sombra. Tenham cuidado onde apanham as plantas! Certifiquem-se que o local e livre de pesticidas!



Para 2 pessoas
Ingredientes
Um molho de folhas jovens de Dente de leão
3 dentes de alho
azeite
2 tomates maduros em cubinhos
250 gr de fusili
sal fino e pimenta 



Modo de preparo
Cozer a massa em água fervente. Lavar bem o dente de leão.
Entretanto, cortar o alho às rodelas fininhas; numa sertã, saltear em azeite; adicionar o tomate e o dente de leão. Agitar a sertã de modo a que todos os ingredientes fiquem bem salteados. 
Temperar com sal fino e pimenta fresca. Adicionar a massa previamente escoada. Envolver com os restantes ingredientes e voilá!

Desfrutem!