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sábado, 22 de setembro de 2012

Zwetschgenkuchen, Uma Tarte de ameixas


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Recomposta pelas maravilhosas férias passadas no nosso caloroso Portugal, assim regresso eu às zonas polares...
Fortaleceram-se raízes e avivaram-se memórias já esquecidas.. 'Árvores' foram plantadas para mais tarde frutos colher...  Parti de coração cheio, mas sentido;  é sempre tão difícil voltar.. O sentimento de pertença é contrariado pela obrigação de partir... A saudade é gentilmente embrulhada e colocada num bolso junto do meu coração...

Já agora, e a título de curiosidade gostava de saber quantos de vós seguem o Menu Verde fora de Portugal?
E quais as vossas estratégias para enganar a Saudade?

Ainda falando de saudades, as saudades que tinha de bolos com este tipo de ameixas! Foi durante os meus anos em Vienna, que descobri esta maravilha... Nunca antes tinha cozinhado com este fruto; mas por aqueles lados fazem-se autênticos prodígios da pastelaria com estas pequenas ameixas. De forma oblonga, deixa revelar a sua bela cor purpura quando delicadamente polida com um pano.
Hoje deixo-vos uma das 1001 versões deste bolo/tarte. O seu travo ácido acompanha muito bem um cafézinho adocicado, com natas para quem gosta :)

Ingredientes
1 laranja biológica
150gr nozes (100gr + 50gr)
250gr farinha
2 c.chá fermento em pó
200gr margarina de soja
175gr açúcar
4 ovos
cerca de 300gr de ameixas 

Faz-se assim
Pré-aquecer o forno a 180ºC, untar uma tarteira média de fundo amovível.
Lavar bem as ameixas (podem usar a água da lavagem para regar as plantinhas da vossa varanda!), cortar ao meio, no sentido do comprimento, e retirar os caroços. Reservar.
Triturar 100gr de nozes.
Numa taça larga, começar por juntar todos os ingredientes secos, incluindo a raspa de 1 laranja e as nozes trituradas.
Em seguida, adicionar os ovos e a margarina, assim como o sumo de laranja.
Porque a margarina de soja é mole, é muito fácil de misturar todos os ingredientes à mão (literalmente) ou usando uma colher de pau.
Verter a massa para a tarteira reservada para o efeito. Dispor as ameixas sobre a tarte, tentando cobrir toda a sua superfície. Colocar as ameixas com a parte cortada voltada para cima. Finalizar, com as restantes nozes picadas grosseiramente, distribuídas sobre as ameixas.
Levar ao forno 30-40 minutos até que fique bem douradinha!







English Version

Zwetschgenkuchen, a Plum cake


Ingredients
1 organic orange
150gr walnuts (100gr + 50gr)
250gr flour
2 tsp baking powder
200gr soy margarine
175gr sugar
4 eggs
about 300gr plums

Methode
Pre-heat the oven at 180ºC, grease a medium pie form, set aside.

Rinse the plums very well (you can use the water for watering your plants!), Cut the plums in halves lengthwise and discard the stones, set aside.
With the food processor grind 100gr of walnuts.
In a large bowl place all the dry ingredients, including the zests from one orange.
Now add the eggs and soy margarine, along with juice of one orange.
Because soy margarine is soft, is very easy to mix all the ingredients by hand, or with the help of a wooden spoon.

Pour the dough into the the form, and spread it well. Cover it the plums, with the cut side facing up.
To finish, coarsely chop the remaining walnuts, and sprinkle them allover the cake.

Bake at 180ºC, about 30-40 min, or until is golden.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

BBD #49 - Ciabatta a la Pami


Scroll down for english version.

Bread baking day, de abreviatura BBD, criado pela Zorra do blog kochtopf, já vai na 49ª edição.
Com esta iniciativa, Zorra tem criado uma onda de entusiasmo à escala mundial. Todos os meses, largas dezenas de pessoas, dos mais diversos países e nacoes, reúnem-se na blogoesfera fazendo os mais variados pães e afins sob um tema escolhido. Os resultados são depois publicados, no final de cada desafio, mostrando toda a dedicação e carinho que os participantes colocaram nas suas criações!
Ora este mês, o desafio está em casa da querida Manuela do blog Cravo e Canela - Uma cozinha no Brasil ,que nos escreve de paragens tropicais, a partir do Brasil.
O blog da Manuela é um blog que sigo há já algum tempo, e desta forma não poderia deixar de participar!

O tema desta edição é Pizzas e Pães Italianos.

Itália, famosa pelas suas massas e pizzas, deixa qualquer amante gastrónomo a sonhar com as cores e aromas dos seus repastos...

Depois de muitas voltas lá me decidi a apresentar uma tradicional Ciabatta, que servida com uma salada sumarenta de tomate, alho e ervas frescas, pode muito bem servir uma refeição leve.

Ciabatta - Em Italiano Ciabatta significa literalmente chinelo, pois a sua desleixada e achatada aparência relembra deveras um chinelo, o último grito da moda das donas de casa.
Este tipo de pão, categorizado dentro dos pães rústicos, deve a seu aspecto achatado à enorme quantidade de água presente na sua composição.
Só para vos dar uma ideia um pão normal terá uma hidratação entre 50 a 65%, enquanto que a ciabatta pode ter uma hidratação até 80%, o que torna o seu manuseamento extremamente difícil, mas não impossível.
O seu sabor característico é conseguido não só pela massa húmida, mas também através da lenta fermentação (que pode ir de 15 a 24horas), induzida por uma quantidade pequeníssima de fermento.

Deixo-vos uma tabela temporal, para que melhor possam visualizar os tempos necessários para a elaboração desta receita.


Rende 2 pães
Ingredientes
Poolish - É uma espécie de pré fermento, com 100% de hidratação; é feito de véspera para ir lentamente fermentando, amadurecendo em termos de sabor e textura.

1 c.café de fermento seco (1gr), dupliquem a quantidade se usarem fermento fresco.
180ml de água à temperatura ambiente
170gr gr de farinha para pão, (usei espelta branca)

Faz-se assim
De véspera, ao final da tarde, colocar todos os ingredientes numa taça suficientemente grande para caber o poolish e a massa de pão.
Misturar suavemente com as mãos, sem grande esforço, até que o fermento esteja bem distribuído.
Tapar com uma película aderente e deixar fermentar até ao dia seguinte, à temperatura ambiente.

Ingredientes massa
1/2 c.chá de fermento seco (4gr)
240ml de água à temperatura ambiente
12gr de sal fino
115gr farinha integral (usei de espelta)
225gr farinha para pão (usei de espelta branca)
Azeite de boa qualidade q.b.
Farinha q.b. para polvilhar

Faz-se assim
Verter todos os ingredientes para dentro do recipiente onde o poolish esteve a repousar.
Envolver o fermento do dia anterior com os restantes ingredientes à mão. Em movimentos circulares, mexer até obter um massa pegajosa, e homogénea.
A massa não deverá ser sovada, nem deverão adicionar mais farinha! É suposto ficar assim, pegajosa e extremamente húmida.



Com a massa ainda dentro da taça, cobrir com um pano limpo e deixar levedar por 1 hora à temperatura ambiente.

Impregnar as mãos com bastante farinha, e cuidadosamente retirar a massa de dentro do recipiente, colocando as mãos no fundo da taça e levantando a massa. Dobrar a massa numa superfície polvilhada com farinha.  (ver imagens 1 a 4)


Voltar a colocar a massa na taça e deixar levedar coberto por mais 30 minutos.

Uma vez mais verter a massa para uma superfície polvilhada com farinha e voltar a dobrar a massa.



Limpar qualquer resíduo que esteja ainda dentro do recipiente da massa; para de seguida untar-la com azeite.
Colocar a massa novamente dentro do recipiente untado, com a parte dobrada para baixo.
Cobrir com um pano e deixar repousar uma 3ª e última vez, por mais 30 minutos.

Pré aquecer o forno a 220ºC, colocar o tabuleiro/pedra de cozer o pão dentro do forno a aquecer.

Verter a massa para uma superfície polvilhada com farinha. Com uma faca, cortar a massa ao meio em 2 partes iguais.
Esticar parcialmente a massa, formando dois pães sob o comprimento.



Transferir os pães para o tabuleiro pré aquecido, bem polvilhado com farinha. Não se preocupem se os pães não ficarem direitinhos, a prática fará a perfeição!
Colocar o tabuleiro no forno com o pão, e com uma garrafa spray, vaporizar as paredes do forno com água fria, para criar o efeito de vapor.
Cozer por cerca de 30 minutos, abrindo o forno durante uns segundos para deixar sair o vapor. Isto fará com que a crosta fique crocante.

Deixar arrefecer bem e desfrutar.

Eu servi com uma saladinha de tomate cortado em cubos, alho picado, salsa e manjericão; regado com um bom azeite caseiro, é do melhor!


English Version

Ciabatta - In Italian, Cibatta literally means Slippers; with its sloppy and flat appearance, it kind reminds me of it, the ultimate trend on  house wives slippers! hehe
This type of bread is considered a rustic type due to its flattened appearance. This is because it contains a huge amount of water in comparison with other normal breads. Just that you have an idea, a normal white bread contains usually between 50-65% hydration, while in Ciabatta it might go up to 80%!
As a result, handling cibatta dough can be a challange, dificult but not impossible.
Ciabatta's characteristic flavor is due to the wetness of the dough, which goes through a slow process of fermentation ( 15-24 hours), and it only requires a very small amount of yeast.

Here is a simple table that might help you to visualize all the steps/time needed to make this bread.



Recipe - Makes 2 breads

Ingredients
Poolish - It's a kind of ferment, done with 100% hydration. Prepared long hours in advance; so that the yeasts can slowly grow, maturing in terms of flavor and texture.

1/4 tsp.dry yeast (1gr), if you are using fresh yeast, double the quantity
180ml water at room temperature
170gr white spelt



Methode
The day before, late afternoon, combine all the ingredients in a bowl, large enough to hold both the poolish and the dough. Mix by hand just until combined.
Cover with some plastic wrap and reserve at room temperature until the next day.


Ingredients dough
1/2 tsp. dry yeast (4gr)
240ml water at room temperature
12gr salt
115gr whole meal spelt
225gr white spelt
Good quality olive oil
Some flour to dust

Method
Combine all the ingredients at once in the same container where you placed the poolish.
Stir gently, just by using your hands until everything is blended in. Do not work the dough and do not feel tempted to add extra flour; the dough should remain sticky and wet.

At room temperature, let the dough prove inside the bowl, covered with some clean tea towel. 30 minutes.

Dust your hands with plenty of flour,  Lift up the dough by pulling it from the bottom. Transfer to a floured surface and fold the dough in (see images 1 to 4).
Place again inside the bowl and let it prove once again for another 30 minutes.

Knock down the dough, and repeat the last step, folding in once again. But this time you will place the dough in the same bowl oiled with some olive oil.

Cover once again, and let rise for the last time, 30 minutes.

Meanwhile, pre-heat the oven 220ºC. Place your baking stone or baking tray inside the oven.

Turn out the dough onto a floured surface and divide in 2 equal pieces, by cutting with a knife.
Stretch the dough as best as you can, but because the dough is so soft and wet this can be a hard task trying to keep it in shape. After a few ciabattas you will master it : )

Carefully transfer the breads into the baking stone or tray. Spray inside the oven with cold water (very quickly, so you don't lose much heat).
Bake at 220 ºC for 30 minutes. You might need to open the oven a few seconds, to release the steam in order to get a crunchier crust.

Let it cool down completely before you cut it!
Enjoy!

I particularly like to serve it with a wetty fragrant tomato salad. Just dice some fresh tomatoes, some minced garlic and fresh herbs such as parsley and basil, a drizel of olive oil, and that's it!








domingo, 18 de março de 2012

Šaltibarščiai - Sopa fria de beterraba da Lituânia



Saltibar quê? Pensam vocês... Pois é, esta foi se calhar a primeira palavra que aprendi em lituano.
Recuando um bocadinho para vos situar no contexto da minha escolha de hoje; tudo começou aquando chegada da minha querida colega Aisté, lá à padaria. Ora ela vinha de um país que eu mal tinha ouvido falar: da Lituânia...
Nunca me tinha cruzado com ninguém daquelas paragens, mas tinha ouvido uns rumores que as raparigas daquele país faziam umas tartes maravilhosas (teoria mais que aprovada!) Ora um bom começo pensei eu!

Desde cedo, sempre tive o prazer de conviver e trabalhar com pessoas de muitas nações, cada uma delas deixa em mim marcas, do seu povo, dos seus hábitos. Pois sendo eu uma pessoa muito curiosa, estou sempre na 'converceta', ávida por saber tudo e mais alguma coisa sobre os seus hábitos e costumes diversos.

E foi num desses dias quando a Aisté me falou desta maravilhosa sopa, um ícone na dieta Lituana, pois este povo parece adorar beterraba vermelha.
O prato é uma sopa fria, super refrescante e colorida, que se faz acompanhar com batatas cozidas, uma delicia comprovada! Nada melhor para entrar com o pé direito na Primavera!



Serve 2-4 pessoas
Ingredientes 
1 beterraba vermelha grande
1 pepino grande 
2 c.sopa de cebolinho (usei cebola picadinha, pois não tinha cebolinho)
1 c.c. endro
500ml de água 
500ml de leite azedo (mas que raio é sour milk em português? azedar com umas gotinhas de limão, iogurte natural magro também funciona)
sal e pimenta

Batatas cozidas para acompanhar, e um ovo cozido no topo.

Faz-se assim
Em água fervente começamos por cozer a beterraba inteira, com pele, sendo que esta deverá ficar totalmente submersa. Deverá levar uns 15-20 minutos.
Escoar a água da beterraba e deixar arrefecer bem.
Descascar a beterraba e ralar grosseiramente. Colocar numa taça.
Adicionar o leite azedo, água, cebolinho picado e o endro, misturar tudo muito bem.
Cortar o pepino com a pele em cubinhos, e adicionar ao preparado anterior.
Temperar tudo com sal e pimenta a gosto.

Servir de imediato com batata cozida salpicada com endro, como se fosse pão, assim como ovo cozido no centro da sopa (ahhh só agora reparei que me tinha esquecido do ovo cozido!).

Geras apetitas!

Um beijinho especial para a Aisté!


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Profiteroles gigantes - O Islandês Bolludagur



Profiteroles gingantes? Pensam vocês... Cream puff balls será o termo mais correcto em inglês... Sinceramente não sabia que lhes chamar na nossa língua mãe!

Caracterizam-se por uns pasteis em forma de bola, confeccionados com massa choux, recheados com resmas de natas e compota; são tradicionalmente servidos aqui na Islândia durante o Bolludagur (o dia das bolas).
Neste dia, as crianças da casa acordam de manha cedo, entram sorrateiramente no quartos dos pais, e começam a dar pancadas nos pais ainda sonolentos, usando uma espécie de varinha mágica de papel colorido, gritando bem alto bolla bolla bolla! Por cada pancada dada deverão receber um pastel que é normalmente servido ao pequeno almoço, mas não necessariamente.
Ao longo do dia, toda a gente se vai empandurrando com estas gingantescas bolas, comendo até não poder mais...
O Bolludagur, é sempre celebrado na 7ª segunda-feira antes da Páscoa. precisamente antes do inicio do período católico de jejum, a Quaresma.
Este dia dedicado aos prazeres da gula, é ainda seguido pelo Sprengidagur (o equivalente ao nosso Carnaval), outro dia de excessos onde supostamente toda a gente deverá comer até explodir! (sprengi - explodir, dagur - day) Neste dia a ementa gira em torno de carne de ovelha salgada.
Como em  tempos o jejum da quaresma era levado muito a sério, estas datas surgiram como forma de compensar os dias magros que se avizinhavam.

 Este ano, coube-me a mim, e as minhas caras colegas, assegurar o fornecimento destes fartos pasteis... Atarefadamente a nossa padaria abasteceu toda a comunidade com estas iguarias!
E nós, comemos tanto que mal podemos acabar o dia de trabalho... hehe...

Deixo-vos aqui a receita, pois Bolludagur é quando um Homem guloso quiser!



Para cerca de 10 pasteis grandes
Ingredientes para Massa Choux
270gr farinha peneirada.
440ml de água
170gr de manteiga sem sal
1/2 c.c. sal fino
cerca de 350ml de  ovos (dependendo dos ovos, um ovo grande ronda os 50ml)

Faz-se assim
Pré-aquecer o forno a 220ºC.
Num tacho, colocar a água e a manteiga. Levar ao lume e mexer ocasionalmente até que a manteiga derreta completamente. A mistura deverá começar a fervilhar.
Adicionar a farinha pouco a pouco mexendo energicamente para evitar a formação de grumos.
Mexer sempre até que a massa se comece a desagarrar das paredes do tacho. Retirar do lume, transferir para uma taça e deixar arrefecer.

Tendo a mistura esfriado o suficiente, adicionamos os ovos um a um (se tiverem um robot de cozinha ou algo do género, facilitará imenso esta tarefa!), sendo que o ovo seguinte só é adicionado quando o anterior estiver já bem incorporado.
A massa deverá ficar cremosa e estável, por isso a quantidade de ovos poderá variar.

Colocar a massa num saco de pasteleiro (eu usei um bico estrela). Num tabuleiro com papel vegetal, dar forma a 10 pasteis grandes, fazendo a massa sair em espiral.

Levar ao forno 220ºC nos primeiros 12 minutos. Assim que os pasteis comecem a ganhar cor, reduzir a temperatura para 190ºC e cozer por mais 10-15 minutos. Não caiam na tentação de abrir o forno antes deles estarem prontos, pois uma subita perda de carlor pode fazer com que eles colapsem.

Retirar do forno, e deixar arrefecer sobre uma grelha.


Montagem
Cortar cuidadosamente os pasteis ao meio; rechear com compota de ruibarbo no fundo, e completar com montanhas de natas batidas simples.
Finalizar colocando a parte de cima do pastel, regando com chocolate derretido!



Felizes festividades gulosas :)

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Panna Cotta de Laranja - 6º aniversário da Laranjinha

 

Seis anos comemora agora o blog Cinco Quartos de Laranja! Uma laranja madura e consistente no seu conteúdo; ao longo destes 6 anos continua a alimentar o nosso estomâgo e imaginário com boa comida, viagens, e histórias que elevam o nosso músculo cultural. As receitas essas são fabulosas, sempre muito bem ilustradas por fotos que nos deixam a salivar deste lado do ecrã.

Na área da culinária, é o blog que recordo desde sempre; serviu-me de inspiração nas minhas primeiras pesquisas de manjares e petiscos. Sem dúvida um blog de referencia, que no passado ano recebeu mesmo uma distinção como melhor blog 2011 Aventar.

Para celebrar o seu 6º aniversário a Laranjinha propôs que confeccionássemos uma receita com Laranja.
Se quiserem participar na festa, podem ver mais detalhes aqui.

A minha sugestão foi Panna cotta de laranja e lavanda, ora espreitem,



Rende 5 porções
Ingredientes
500ml de natas
60ml de sumo de laranja fresco
100gr de açúcar integral
1 tira de casca de laranja
1 flor de lavanda
1 c.sopa de grand marnier
4 folhas de gelatina

Faz-se assim
Mergulhar as folhas de gelatina em água fria. Reservar.
Numa caçarola, levar ao lume as natas, açúcar, sumo e casca de laranja, assim como a flor de lavanda.
Mexer com uma colher de pau até que o açúcar se dissolva. Deixar levantar fervura 2-3 minutos e retirar do lume.
Incorporar o licor gran marnier.
Passar por um coador de rede, para retirar todas as impurezas, flores etc.. Reservar.
Retirar as folhas de gelatina da água, espremer bem com a mão.
Adicionar a gelatina ao preparado quente, mexer bem até que fique bem incorporada.

Verter para 5 forminhas, copos, ou ao vosso gosto. Eu sirvo sempre directamente nos copinhos.

Deixar arrefecer, e depois colocar no frigorífico, esperar algumas horas antes de servir.

Bom apetite, boas celebrações!
Um beijinho especial para a Laranjinha :)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ruibarbo Streusel kuchen - Especial São Valentin



Este ano para celebrar o dia dos namorados, escolhi um bolo típico da cultura gastronómica germânica.
Encontrei um restinho de ruibarbo nas profundezas do meu congelador; olhei para ele, e as memórias dos Streusel Kunchen invadiram-me de tal maneira que não descansei enquanto não o transformei num perfumado bolo! 

A receita foi adaptada da revista alemã Laura Backen im Frühling do ano passado, que nesse caso era com cerejas. E eu própria já os fiz com abrunhos, e alperces. São realmente bolos muito especiais, onde o contraste doce e acido se envolvem apaixonadamente; perfeito mesmo seria fazer-se acompanhar por uma sublime Wiener melange . Ahh saudades de Viena...

 

Para forma de +/- 25 cm

Ingredientes Recheio
600gr ruibarbo (usei congelado)
50gr açúcar integral
2 c.chá gengibre fresco triturado
1 c.c. cardamomo em pó
1 c.sopa de sumo de lima

Preparo
Colocar todos os ingredientes numa caçarola e levar ao lume sem levantar grande fervura. Deixar assim a cozer lentamente, até que o ruibarbo se desfaça por completo e se transforme numa compota.
Retirar do lume e deixar arrefecer bem. Reservar.

Ingredientes para base e topo
300gr manteiga amolecida
425gr farinha
225gr açúcar integral
1 c.sopa de açúcar baunilhado
200gr de amêndoa moída (eu costumo faze-lo em casa)
25 gr de amêndoa laminada para finalizar

Preparo 
Untar uma forma de tarteira (fundo amovivel) de 25cm, pré-aquecer o forno a 180ºC.
Colocar todos os ingredientes numa taça larga e desfazer a manteiga com as pontas dos dedos até obter uma textura areada.
Este processo será facilitado com a ajuda de um mixer de cozinha, usando a pá plana.
Assim que a nossa massa esteja bem homogenizada, transferir 700gr para a forma préviamente untada.
Pressionar bem para dar forma à base deste Streusel kuchen, não esquecendo os lados da forma, pressionar com os dedos contra o anel da forma. de modo a ficar com alguma altura.

Se a base do bolo estiver muito instável, colocar a forma durante alguns minutos dentro do frigorífico para que fique mais firme.

Verter a compota para dentro da base e espalhar uniformemente.
Cobrir com a restante massa, apertando-a na mão, dando forma a pedaços grandes que conferirão uma textura ainda mais crocante.
Salpicar com a amêndoa laminada e levar ao forno durante 25-30minutos.
Se a amêndoa começar a queimar cobrir com um papel de alumínio.

Desejo-vos um apaixonado dia de São Valentim, e bons momentos a dois :)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Nuss strudel, um strudel com sabor a passado...

 

Nesta altura do ano dou por mim a revirar memórias, recordando pedaços de vida de outros tempos, sentindo a nostalgia típica dos bons momentos passados noutras paragens...
Tentando não me deixar envolver por grandes saudosismos,  vivo a época com naturalidade e sorriso tímido no rosto.
Claro que custa passar o Natal fora da terra que nos criou, mas com o passar dos anos a saudade transforma-se em aceitação, evolui para curiosidade pelos novos costumes dos sítios onde me estabeleci...

Este será o meu primeiro natal na terra do gelo e do fogo, a Islândia. Estou a viver tudo muito introspectivamente; a falta de luz tem assim este efeito em nós, seres do sul...

Mas a receita que vos trago hoje é de outras paragens, procurando relembrar os bons momentos que vivi em Vienna...

A receita foi baseada num strudel de sementes de papoila.



Rende um bolo grande
Ingredientes massa
500gr de farinha para pão
150gr margarina
100ml leite 
50gr açúcar
20gr fermento fresco/ 10gr fermento granulado
2 ovos + 1 para pincelar
pitada de sal

Faz-se assim
- Começamos por aquecer o leite com a margarina. Assim que a margarina estiver derretida, retirar do lume e deixar arrefecer até à temperatura ambiente.
- Se usarem fermento fresco, desfazer o fermento na mistura de leite e margarina.
- Misturar todos os ingredientes secos (incluindo o fermento granulado, se usarem esta opção).
- Fazer uma cova no meio dos ingredientes secos, verter o leite com margarina para o centro e começar a misturar. 
- Assim que a massa comece a ficar homogénea, adicionar os ovos inteiros. Incorporar bem, amassando vigorosamente. (Note-se que amassei à mão, uns bons 3-4 minutos serão suficientes)
- Estando a massa já bem amassada, com uma consistencia fofa e elástica ao toque, colocar num recipiente e deixar descansar coberto com um pano, em local quente. Deverá demorar cerca de 1 hora até que duplique o seu volume.

Entretanto...



Ingredientes recheio
300 gr de nozes e avelãs
200ml de leite
150gr açúcar
raspa de 1 limão
2 c.s. de agua ardente 
1 c.c. canela em pó

Faz-se assim
- Começar por triturar finamente as nozes/avelãs.
- Combinar todos os ingredientes, até obterem uma pasta grosseira, reservar.

Montagem
- Pré aqucer o forno a 200ºC. Preparar um tabuleiro com papel vegetal.
- Estender a massa até obter um rectangulo, com cerca de 5mm de espessura.
- Sobre a massa espalhar uniformemente todo o recheio.
- Enrolar cuidadosamente, apertando suavemente à medida que se vai enrolando.
- Colocar o rolo sobre o tabuleiro com papel vegetal; tendo o cuidado de colocar o sitio onde foi selado para baixo.
- Pincelar com ovo e levar ao forno entre 30-40 minutos, reduzindo a temperatura para 180ºC.
- Vigiar e se necessário cobrir com papel aluminio.

Desfrutem com um bom cafézinho...
Boa Semana* Boas festas*






sábado, 22 de outubro de 2011

Churros, sejam eles Espanhóis ou Portuguêses...


[Antenção: A última vez que fiz churros, tive a infelicidade de sofrer um acidente doméstico. Um dos churros explodiu-me na cara, e tive de receber tratamento hospitalar... Felizmente as cicatrizes sararam e o meu olho recuperou! Quero com isto dizer: fritar é uma actividade perigosa! Tomem medidas preventivas, usem sempre uma rede protectora e não coloquem a face perto do pote da fritura!!
Os churros são e continuam a ser uma das minhas goluseimas perferidas, tenho é muito cuidado quando chega a hora de fritar! (actualizado em Abril 2012)]


A semana bastante foi agitada no trabalho, lentamente começam as preparações para o Natal, testam-se receitas; inventam-se coisas novas; dão-se nós e nós à imaginação em busca de algo único, genial... Mas quanto a isso vou dando mais notícias...

O fim de semana também ele está a ser bastante preenchido com a conferencia sobre a Educação Waldorf , a decorrer aqui na vila. É um tema muito interessante, e aconselho vivamente a lerem sobre o assunto... 

Enfim, tanta coisa à minha volta, e eu cheia de desejos de comer algo assim doce, rápido, simples que me satisfizesse e que me desse energia; assim uma injecçãozinha de açúcar... (risos)
Lembrei-me dos churros! Bem dita a hora! Ficaram deliciosos, crocantes, e até me arrependi por só ter feito metade da receita... (risos)

A receita é do livro 'Bread' da coleção River Cotage Hanbooks.

Para 4 pessoas, ou para 2 gulosas ;)



Ingredientes
300gr de farinha de trigo
1 c.c. fermento em pó
pitada de sal
375ml de água a ferver
Óleo para fritar
Açúcar e canela para cobrir

Faz-se assim
- Numa taça misturam-se todos os ingredientes secos. 
- Verter a água a ferver sobre os ingredientes secos, misturar energicamente com a ajuda de uma colher de pau até obter uma massa macia. 
- Transferir para uma caçarola anti-aderente e cozinhar por alguns minutos; mexer sempre até que a massa se desagarre das paredes da caçarola.
- Retirar do lume, cobrir com um pano e deixar repousar 30 minutos.

- Aquecer o óleo numa frigideira larga.
- Colocar a massa num saco de pasteleiro com um bico em estrela/ roseta.
- Com cuidado formar os churros e deixa-los cair directamente o no óleo bem quente. 
- Fritar durante alguns segundos, ou até que eles fiquem assim com arzinho apetitosamente dourado. Retirar com uma escumadeira e deixar alguns segundos sobre papel de cozinha absorvente, para retirar o excesso de gordura.
- Passar por açúcar misturado com canela e já está! Deliciem-se enquanto eles estão assim quentinhos!

Bom resto de fim de semana!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bolinhos Suecos recheados - Swedish Buns






O meu trabalho é fantástico, nas horas vagas fazemos experiências com tudo e mais alguma coisa! Estes bolinhos tínhamos já experimentado com outros recheios como chocolate, maçã e canela, limão, compota de ruibarbo etc... Todos eles com o seu charme :) Mas estes foram especialmente feitos para animar um dia de aniversário de alguém que estava assim em baixo. O resultado fui um sorriso aberto e um abração sentido de bem haja! Missão cumprida :) Bem haja especial também à Maddie, minha colega e companheira nas experimentações culinárias! :)

Ingredientes
375gr farinha 
170ml leite
1 ovo
150gr margarina
25gr fermento granulado (dry yeast)
60gr açúcar
pitada de sal 

Ingredientes Recheio
3 c.s. de queijo creme tipo Philadelfia
4 c.s. de compota de morango
1 c.c. raspa fininha de limão

Margarina derretida e açúcar para cobertura
Natas batidas, morangos secos para decorar



Modo de preparo
- Derreter a margarina, adicionar o leite e o fermento, dissolver o açúcar. Juntar o ovo e incorporar bem, salpicar com uma pitada de sal. Incorporar a farinha, amassar bem até obter uma massa macia e elástica.

- Deixar descansar em local quente, por uma hora, ou até duplicar volume.

- Entretanto, misturamos ingredientes para o recheio, colocar no frigorífico.

- Estender a massa numa superfície polvilhada com farinha, até obter uma espessura de +/- 0,5cm. Com um cortador ou até mesmo com um copo, cortar círculos de +/- 8cm de diâmetro (os pequeninos tem mais charme, mas os grandes são maravilhosos, experimentem fazer de vários tamanhos).

- No meio de cada circulo colocar uma colher de chá do recheio; fechar o circulo unindo a sua periferia contendo o recheio lá dentro, selar cuidadosamente, e formar uma bolinha. Rolar nas palmas das mãos para dar forma perfeitinha.

- Colocar num tabuleiro com papel vegetal; deixar descansar por 30 minutos.

- Pré-aquecer o forno a 220ºC; cozer por 10 minutos.

- Ainda quentes, acabadinhos de sair do forno, pincelar com margarina e rolar em açúcar.
- Para decoração adicional usei natas batidas e uns floquinhos de morango desidratado.

Acompanhem estes bolinhos de um café... hmmmm...
Deliciem-se e boas criações




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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Tarte de alperces - Marillen



Os alperces ou damascos como lhe queiram chamar são muito típicos aqui nesta zona da Europa. Existe então muita tradição gastronómica em torno deste delicioso fruto. Durante todo o ano estão disponíveis os licores, agua-ardentes, compotas etc., mas só nesta altura se invadem os mercados de laranja com os belos alperces encantando-nos com o seu sabor e aroma característicos.
Fica aqui então uma das típicas receitas cedida pela minha querida colega Žile. Apenas acrescentei as amêndoas para dar assim um toque crocante

Ingredientes
1 iogurte natural (cerca 250gr)
e agora tomando por medida o copo de iogurte:
1 copo açúcar amarelo
1 copo óleo girassol
2 copos farinha
1 pacotinho de açúcar baunilhado
2 c.chá fermento em pó
3 ovos
cerca de 500gr de alperces bem maduros (depende do tamanho)
6 c.sopa de leite + 4 c.sopa açúcar + 1/2 chávena de amêndoas em palitos.



Modo de Preparo
Pré aquecer o forno a 200ºC, untar uma forma redonda.
Bater os ovos com os açúcares. Juntar o óleo e misturar muito bem; em seguida incorporar o iogurte.
À mistura anterior adicionar a farinha e fermento peneirados; mexer energicamente (eu misturo quase sempre à mão com vara de arames).
Verter o preparado para a forma previamente untada.
Lavar os alperces, cortar ao meio e retirar os caroços.
Distribuir os alperces pela massa da tarte, deixando a parte de dentro voltada para cima.
Muito rapidamente, levar o leite, o restante açúcar e a amêndoa ao lume e deixar levantar fervura. 
Salpicar a tarte com esta mistura.

Levar ao forno cerca de 45 minutos, cobrir com folha de alumínio se necessário.

domingo, 4 de abril de 2010

Tapas - Salada laranja-funcho

Tapas, um mundo vastíssimo a descobrir...
Retirei esta receita de um livrinho pequenino especializado em Tapas, e realmente este tipo de aperitivos/ snacks são variadíssimos, aptitosos e geneais! Fiquei fã... Sem dúvida será um tema que irei explorar!

Para 4 pessoas
Ingredientes
4 laranjas sumarentas e grandes
1 funcho da florença grande e tenrinho
1 cebola média às rodelas ( eu não incluí na minha receita)
2 c.sopa azeite
1/2 chavena de azeitonas pretas descaroçadas
1 haste de salsa picada

Modo de Preparo
Descascar as laranjas, remover as partes brancas e cortar às rodelas finas. Reservar.
Cortar o funcho em tiras finas. Cortar as azeitonas também às rodelas.
Misturar todos os ingredientes cuidadosamente. Temperar com azeite e salpicar com salsa.

sábado, 20 de março de 2010

Insalata di Conchiglie


Regresso aos sabores que apelam às estações quentes... Desta vez um saborzinho a Italia...

Para 4 pessoas
Ingredientes
225gr de massa conchas/búzios, cozida em água e sal e arrefecida
50 gr de pinhões torrados
cerca de uma dúzia de tomates cereja cortados ao meio
1 pimento cortado aos cubos (vermelho ou laranja)
1 cebola roxa cortada em cubos
2 raminhos de basílico fresco
1 embalagem de mozarella fresca cortada em cubos (eu não incluí porque não tinha aqui em casa)

Ingredientes para o molho
5 c.sopa azeite
2 c.sopa vinagre balsamico
1 raminho de basílico picado
sal e pimenta moída na hora

Modo de preparo 
Depois de cozida e arrefecida, dispomos a massa numa taça larga. Adicionar os tomates cortados em metades, o pimento e a cebola em cubos; os pinhões levemente torrados, assim como a mazarella. Misturar tudo muito bem, tendo algum cuidado para não danificar os ingredientes. Regar com o molho e salpicar com as folhinhas de basílico! 

Buon Appetito


sábado, 13 de março de 2010

Salada Kärntner Art

Esta receita é uma versão vegetariana de uma salada típica da Caríntia, região do sul da Austria. Hoje como estava um dia meio primaveril embora com friooo, apeteceu-me fazer algo fresco, diferente. Foi então que me lembrei desta especialidade adaptando-a para um prato vegetariano. Ora vejam como ficou...

Para 4 pessoas
Ingredientes
300 gr canónigos
250 gr batatinhas pequenas cortadas em rodelas, cozidas firmes
250 gr feijocas cozidas (usei as típicas da Caríntia - käferbohnen; mas podem ser substituidas por feijões vermelhos normais)
1 cebola roxa cortada às rodelas
1 dente de alho esmagado
100ml de vinagre de cidra
Óleo de sementes de abóbora q.b.
1 c.chá mel
pitada de sal e pimenta
pevides de abobora (descascadas) q.b.

Modo de Preparo
Numa taça larga dispor as batatinhas cozidas, as feijocas cozidas (todos os engredientes já arrefecidos), e cebola cortada em rodelas. Noutro recipiente preparamos agora o molho; misturar o vinagre de cidra, mel, sal, pimenta e alho esmagado.Verter o molho sobre sobre sobre a mistura das batatinhas. Deixar a marinar pelo menos durante meia hora.
À mistura anterior adicionamos agora os canónigos com cuidado para que os ingredientes não fiquem esborrachados. Regar com óleo de sementes de abóbora.
Servir salpicado com pevides de abóbora.

Mahlzeit ;-)

terça-feira, 9 de março de 2010

Estrogonofe - Strogonoff - Stroganov de Soja


Esta receita foi baseada na versão original que se encontra no livro Pantagruel. É um prato que eu pessoalmente adoro, mas para que fique mais saúdavel e menos calórico podemos substituir as natas por umas 'natas' de soja ou aveia. O molho fica igualmente cremoso mas não faz tão mal. Vamos a isso...

Ingredientes
250 gr nacos de soja (demolhados por 30 min)
4 c. sopa margarina
1 cebola picadina
1 dente de alho picado
1 tomate grande limpo de peles e sementes, picado
200ml de natas
200 gr cogumelos (usei champinhons enlatados por perguiça)
água, farinha, sal, pimenta e mostarda q.b.

Modo de preparo
Depois de demolhada, cozinhar a soja até que esta fique bem tenrrinha; escoar (guardando a àgua da cozedura) e reservar.
Num tacho largo, refogar a cebola com metada da margarina; incorporar um colher de farinha, mexer bem.
Juntar 1 dl de água da cozedura da soja e o tomate picado; tapar e deixar cozer lentamente.
À parte, salteiam-se os cogumelos numa noz de margarina com um dente de alho picado, temperar com sal e pimenta.
Ao tacho largo adicionam-se agora os cogumelos e as natas, temperar com sal pimenta e sementes de mostarda.
Por último juntar os nacos de soja bem escorridinhos e envolver muito bem. Deixar fervilhar por mais uns minutos para que a soja possa absorver o molho e todos os sabores. Adicionar mais água se necessário.

Servir com arroz branco...

хороший аппетит - Bom apetite!