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domingo, 6 de maio de 2012

Feijoada Vegetariana - Vegetarian Portuguese bean stew


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Feijoada vegetariana, é um dos pratos preferidos aqui em casa. Faço-o desde que me tornei vegetariana, e é dos maiores sucessos entre vegetarianos e carnívoros (risos).
Só agora partilho este farto repasto, pois nunca antes apontei a receita, as quantidades são sempre a olho e os temperos é conforme o humor...
Costumo também fazer em grandes quantidades para poder congelar. Como eu adoro feijoada requentada!

Serve 6-8 pessoas
Ingredientes
1200gr de feijão vermelho cozido
água da cozedura do feijão
100gr de nacos de soja demolhados
1 cebola grande
azeite
500ml de polpa de tomate
3 cenouras grandes
1 repolhinho pequeno
2 dentes de alho
2 chouriço de soja (não usei desta vez)
2 c.chá de segurelha
1 c.chá cuminho moído
2 c.chá paprika
sal e pimenta cayenna a gosto
1 c.sopa de manteiga



Faz-se assim
Para uma panela grande picamos a cebola, regamos com azeite; refogamos até que a cebola fique transparente.
Adicionar a cenoura cortada em meias luas finas; envolver bem e regar com a polpa de tomate.
Escoar bem os nacos de soja, juntando-os ao preparado anterior; salpicar com as especiarias e sal. Envolver tudo carinhosamente.Cobrir com água da cozedura do feijão e deixar cozer em lume brando durante 15-20 minutos, para que a soja absorva todos os sabores.
Chega a vez do feijão, adiciona-lo ao nosso preparado.
Entretanto lavar bem o repolho e cortar grosseiramente.

Juntar o repolho à feijoada envolvendo tudo muito bem; completar com 2 dentes de alho bem picadinhos (gosto do sabor a alho por isso só os adiciono no final). Se necessário adicionar mais água da cozedura do feijão. Deixar cozinhar tapado, que deverá levar uns 10-15 minutos minutos. Se optarem por incluir o chouriço de soja, deverão adiciona-lo agora, cortado às rodelas.
No final, rectificamos os temperos e retocamos com uma colherzinha de manteiga que vai dar um toque final especial.

Acompanhar com arroz branco.



English Version

Vegetarian Portuguese bean stew

This vegetarian version of Portuguese Feijoada, is one of my favorite dishes ever. I started doing it since I dicided to go on a meat free diet (7 years now); and I have to say it is a big success between vegetarians and meat-eaters (smile).
Despite doing it quite often, I was never writing down the recipe, quantities were always measured by eye and the seasoning as my humor demanded. But finally I sat down, and wrote down my own version for the future generations!
It is also a good choice for frozen meals, as refried Feijoada is just the best thing in the world!! You have to try it!

Serves 6-8 people

Ingredients 

1200gr red kidney beans (cooked)
water from the cooked kidney beans
100gr soya meat (the big chunks)
1 large onion
good quality olive oil
500ml tomato pulp
3 large carrots
1 small savoy cabbage
2 garlic cloves
2 soya saussage (I didn't use it this time, but you should definitively include it)
2 tsp savory
1 tsp ground cumin
2 tsppaprika
salt and cayenne pepper to the taste
1 Tbsp butter

Methode
Soak the soya meat in just enough water until covered.

In a large pot place the diced onion, and sprinkle with olive oil, braising until soft.

Time to peel the carrot and cut it into thin half moons, stir them well with the onions and cover with tomato pulp, combine everything nicely.
Take the soya meat, and drain it well. Add it in to the pot, and sprinkle with the all spices including salt; mix well once again. Cover the preparation with just enough bean broth, or the water from the cooked beans. Simmer for 15-20 min. until the soya meat is actually cooked, and had time to absorb all the yummy juices. Add more bean broth if needed.
Meanwhile prepare the savoy cabbage, washing every leaf, and cutting ruffly into big pieces. Reserve.
After this, time to add in the beans, making sure you combine them gently with the previous soya preparation.
Now sink the reserved cabbage in the bean pot; if there is not enough liquid to cover, add a bit more bean broth, and re-season with more salt and cayenne pepper.
Complete with 2 crushed garlic cloves before covering the pot with the lid and let it simmer for 10-15 min., until the cabbage is cooked through. Stir occasionally.
If you are using the soya sausage, cut now into slices and add it in.
As a final touch I always like to stir in a tbsp of butter.

It's best served warm with some white rice, and here you have one of the best Portuguese comfort foods!









terça-feira, 1 de maio de 2012

Cobbler de Ruibarbo e Morango - Strawberry Rhubarb Cobbler



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Cobbler vs Crips ou Crumbles se preferirem, eram até há algum tempo conceitos que no meu mundo de conhecimentos gastronómicos se resumiam à mesma coisa... Mistério resolvido! Depois de alguma pesquisa, cheguei à conclusão de que embora os 3 sejam uma espécie de tarte sem fundo de massa; normalmente confeccionados num pirex; as suas diferenças são pequenas, e aparecem mais adiante...

Este tipo de sobremesa, é super fácil de confeccionar, e é uma óptima escolha quando a fruta fresca da época abunda.
Experimentem servir com uma bolinha de gelado e baunilha, e têm um  manjar à vossa frente!

Os cobblers, consistem basicamente numa tarte farta de frutas, com uma cobertura grossa de uma massa macia.
Já os Crisps, esses diferem apenas na cobertura que é normalmente mais fina e crocante; em termos de conteúdo não serão diferentes dos Cobblers.
Quanto aos Crumbles, são apenas o nome comum para os Crisps, mas mais usado na Inglaterra.

Interessante ainda, saber a origem deste tipo de pratos. Surgiram como forma de contornar a escassez de ingredientes, assim como o acesso limitado a utensílios de cozinha, que as colónias Britânicas enfrentavam em solo Americano recém pisado.
Assim sendo, por necessidade, os colonos Britânicos deram a volta à situação criando este novo tipo de pratos.



* * *
Serve 4
Ingredientes  Recheio
150gr morangos (usei congelados) Deêm preferência aos biológicos, pela vossa saúde ; )
150gr ruibarbo (usei congelado, mas no resto da Europa penso encontrarão fresco)
100gr açúcar
raspa de 1/2 lima biológica
1/2 c.café cardamomo moído
1/2 c.café canela em pó

Preparação
Untar 4 ramkins pequenos com manteiga, e polvilhar com açúcar.
Pré aquecer o forno a 180ºC.

Se optarem pelas frutas congeladas, retirem do congelador com antecedência, e guardem os sucos que resultaram do descongelamento. 
Se usarem fruta fresca (ui que inveja!), lavar tudo muito bem e picar grosseiramente.
Colocar todos os ingredientes num tacho e levar ao lume, incluindo os sucos . Deixar cozer lentamente, sem levantar fervura. Mexer suavemente, envolvendo todos os ingredientes.
Assim que tenham obtido um puré grosso, tipo compota, retirem do lume e deixem arrefecer.

Ingredientes cobertura 
150gr farinha 
1 c.c. fermento em pó
30gr manteiga amolecida
uma pitada de sal
190ml de natas

Preparação
Começar por misturar os ingredientes secos com a manteiga amolecida. Assim que manteiga esteja bem distribuída, incorporar as natas  liquidas até obter uma massa pastosa. Reservar.

Montagem
Distribuir a compota pelas 4 forminhas, finalizar com a massa reservada.
Levar ao forno 180ºC durante 20-30 min.
Servir ainda quente com uma bolinha de gelado : )



English version


Cobbler vs Crips or Crumbles as you wish; not long time ago were merely concepts in my world of gastronomic knowledge. And I always thought people were talking about the same thing...
Well, mystery solved! After a little research, I found that the 3 of them are bottom-less-crust-kind- of-pies, traditionally baked in a baking dish,; well nothing new.. Now, you ask, what's the difference then?

Cobblers are basically a pie with no bottom crust, made with what ever fruit in season, topped with a thick, soft yummy crust.  
Crisps, they can be exactly the same thing, but the topping crust as the name suggests is more crispy and thinner.
About the Crumbles, they happened to be just like the Crisps; apparently that's the name they are known for in England.

Not less interesting is to look for the origin of these kind of dishes. 
They first appeared as way of overcome the shortage of ingredients, and also the limited access to kitchen tools faced by the early British American colonies. Therefore, as a necessity, British settlers ended up developping this new kind of dishes.



* * * 

Serves 4
Ingredients Filling
150gr Strwaberies (I used frozen ones) Try to use organic ones 
150gr Rhubarb (I used frozen as well)
100gr sugar
Grated zest from 1/2 lime
1/4 tsp. cardamom powder
1/4 tsp. cinnamon

Method
Grease 4 small ramkins, dust with some sugar, set aside.
Pre-heat the oven at 180ºC.

If you will be using fronzen fuits, take it out from the freezer, and let it thaw properly. Save all the juices.
If using fresh fruits (lucky you), rinse everything properly and cut in big chunks.
In a pot, combine all the ingredients together, including the juices. In a low heat let everything simmer, stirring once in a while.
Finally when it starts to look like jam, remove from the heat, and let it cool.

Ingredients topping 
150gr flour
1 tsp. baking powder
30gr soft butter
pinch of salt
190ml cream

Method
Combine all the dry ingredients with the soft butter. Pour the cream, and mix well until you get a thick paste-like dough. Reserve.

Assembling 
Divide the jam through the forms, and top it equally with the reserved dough.
Bake at 180ºC for about to 20-30 min.

Serve warm with a nice scoop of vanilla ice cream.





sábado, 28 de abril de 2012

Tarteletes Dente de Leão



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A agradável surpresa que tive um destes dias, com o nosso amigo guardião dos elfos a bater à porta bem cedo...
É uma pessoa muito especial; é um poeta, um apaixonado pela natureza no seu estado bruto; um Agostinho da Silva dos dias de hoje..
Qual o meu espanto ao ver que trazia em suas mãos um punhado de folhas viçosas de dente de leão, ainda orvalhadas, acabadinhas de colher no seu passeio matinal...
Estendeu-as com um sorriso, agradeceu o jantar do outro dia e partiu...

* * *

Logo soube o que fazer com as preciosas folhas, pois já há muito que sonhava com o começo da época dos Dentes de leão! Não faço ideia onde os encontrou, pois ainda não os vi por cá este ano...



Para 4 tarteletes
Ingredientes Massa
100gr de farinha de espelta (usei integral)
40gr manteiga fria
pitada de sal
água fria q.b.

Faz-se assim
Misturar a manteiga fria com a farinha e sal, amassar tudo muito bem com as pontas dos dedos. Adicionar um bocadinho de nada de água fria, para ajudar a massa a ficar firme, e não colar mais às mãos.
Formar uma bola com a massa e deixar repousar no frigorífico durante 20 minutos.

Ingredientes Recheio
10 folhas jovens, grandes, de dente de leão (quando digo grandes, as minhas tinham 2 palmos)
1 dente de alho picado
fio de azeite
2 c.sopa de azeitonas pretas picadas
1 pitada de manjerona
sal e pimenta moída na hora
2 ovos grandes
sementes de sesamo

Faz-se assim
Pré aquecer o forno a 190ºC, untar 4 forminhas para tartelete. Reservar.
Numa sertã, colocar o fio de azeite e saltear levemente o dente de leão picado grosseiramente, e o alho picado também.
Adicionar as azeitonas picadas grosseiramente, sal e pimenta e um cheirinho de manjerona.
Retirar do lume e deixar arrefecer.
Forrar as forminhas com a massa que entretanto descansou no frigorífico. Picar o fundo das tarteletes com um garfo. Distribuir o recheio igualmente por entre as 4 forminhas.
À parte bater os ovos com uma pitada de sal e pimenta; verter os ovos por entre as forminhas.
Salpicar com sementes de sesamo.
Levar ao forno durante 10-12 minutos.

Desfrutem!


English Version

What a wonderful surprise I had one of these past days. Our friend, guardian of the elves, came knocking at our door quiet early in the morning...

He's a very special being; a poet, a devoted nature's lover in its raw state; a kind of an Agostinho da Silva of our times...
I was so amazed to see that he was carrying a bunch of young, lush dandelion leaves on his hands;
still dewy, just harvested during his morning walk..
He held them with a smile, thanked for the dinner on the other night, and just left...

* * *

I knew exactly what to do with the precious leaves, it has been long time since I have been waiting for them! 
As matter of fact I have no idea where our friend found the dandelion, I haven't seen it yet this year...



Serves 4 tartelets 
Ingredients Pastry 
100gr whole meal spelt flour
40gr cold butter
pinch of salt
cold water

Methode
Combine the cold butter with the spelt flour and salt, rub the butter using your finger tips until it gets sandy.
Add just a little of cold water, and knead until you get a firm non-sticking dough. If you added too much water you will need to add more flour in order to get it right.
Wrap the dough in cling film, let it rest for 20 min. in the fridge.

Ingredients Filling
10 young Dandelion leaves (big ones)
1 garlic clove minced
drizzle of olive oil
2 Tbsp. chopped black olives
Pinch of marjoram
salt and fresh ground pepper
2 eggs (large ones)
sesame seeds to sprinkle

Methode
Heat the oven at 190ºC, grease 4 little tartelet forms. Reserve.
Wash the dandelion leaves carefully, and cut it ruffly.
Sprinkle a hot pan with some olive oil and sauté  the dandelion with the garlic.
Throw the chopped black olives in, season with salt, pepper, and some marjoram to the taste.
Sauté, tossing the pan around just until all ingredients are combined.
Remove from the heat, and let it cool.

Meanwhile...

Remove the dough from the fridge; roll it out, and stamp 4 round circles. Line the tartelet forms with the dough and prickle the bottom with a fork.
Divide equally the reserved filling between them.
A side, whisk the eggs with a pinch of salt and pepper.
Pour the eggs over the filling, sprinkle with sesame seeds.
Bake at 190ºC for 10-12 min.

Enjoy : )




segunda-feira, 23 de abril de 2012

BBD #49 - Ciabatta a la Pami


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Bread baking day, de abreviatura BBD, criado pela Zorra do blog kochtopf, já vai na 49ª edição.
Com esta iniciativa, Zorra tem criado uma onda de entusiasmo à escala mundial. Todos os meses, largas dezenas de pessoas, dos mais diversos países e nacoes, reúnem-se na blogoesfera fazendo os mais variados pães e afins sob um tema escolhido. Os resultados são depois publicados, no final de cada desafio, mostrando toda a dedicação e carinho que os participantes colocaram nas suas criações!
Ora este mês, o desafio está em casa da querida Manuela do blog Cravo e Canela - Uma cozinha no Brasil ,que nos escreve de paragens tropicais, a partir do Brasil.
O blog da Manuela é um blog que sigo há já algum tempo, e desta forma não poderia deixar de participar!

O tema desta edição é Pizzas e Pães Italianos.

Itália, famosa pelas suas massas e pizzas, deixa qualquer amante gastrónomo a sonhar com as cores e aromas dos seus repastos...

Depois de muitas voltas lá me decidi a apresentar uma tradicional Ciabatta, que servida com uma salada sumarenta de tomate, alho e ervas frescas, pode muito bem servir uma refeição leve.

Ciabatta - Em Italiano Ciabatta significa literalmente chinelo, pois a sua desleixada e achatada aparência relembra deveras um chinelo, o último grito da moda das donas de casa.
Este tipo de pão, categorizado dentro dos pães rústicos, deve a seu aspecto achatado à enorme quantidade de água presente na sua composição.
Só para vos dar uma ideia um pão normal terá uma hidratação entre 50 a 65%, enquanto que a ciabatta pode ter uma hidratação até 80%, o que torna o seu manuseamento extremamente difícil, mas não impossível.
O seu sabor característico é conseguido não só pela massa húmida, mas também através da lenta fermentação (que pode ir de 15 a 24horas), induzida por uma quantidade pequeníssima de fermento.

Deixo-vos uma tabela temporal, para que melhor possam visualizar os tempos necessários para a elaboração desta receita.


Rende 2 pães
Ingredientes
Poolish - É uma espécie de pré fermento, com 100% de hidratação; é feito de véspera para ir lentamente fermentando, amadurecendo em termos de sabor e textura.

1 c.café de fermento seco (1gr), dupliquem a quantidade se usarem fermento fresco.
180ml de água à temperatura ambiente
170gr gr de farinha para pão, (usei espelta branca)

Faz-se assim
De véspera, ao final da tarde, colocar todos os ingredientes numa taça suficientemente grande para caber o poolish e a massa de pão.
Misturar suavemente com as mãos, sem grande esforço, até que o fermento esteja bem distribuído.
Tapar com uma película aderente e deixar fermentar até ao dia seguinte, à temperatura ambiente.

Ingredientes massa
1/2 c.chá de fermento seco (4gr)
240ml de água à temperatura ambiente
12gr de sal fino
115gr farinha integral (usei de espelta)
225gr farinha para pão (usei de espelta branca)
Azeite de boa qualidade q.b.
Farinha q.b. para polvilhar

Faz-se assim
Verter todos os ingredientes para dentro do recipiente onde o poolish esteve a repousar.
Envolver o fermento do dia anterior com os restantes ingredientes à mão. Em movimentos circulares, mexer até obter um massa pegajosa, e homogénea.
A massa não deverá ser sovada, nem deverão adicionar mais farinha! É suposto ficar assim, pegajosa e extremamente húmida.



Com a massa ainda dentro da taça, cobrir com um pano limpo e deixar levedar por 1 hora à temperatura ambiente.

Impregnar as mãos com bastante farinha, e cuidadosamente retirar a massa de dentro do recipiente, colocando as mãos no fundo da taça e levantando a massa. Dobrar a massa numa superfície polvilhada com farinha.  (ver imagens 1 a 4)


Voltar a colocar a massa na taça e deixar levedar coberto por mais 30 minutos.

Uma vez mais verter a massa para uma superfície polvilhada com farinha e voltar a dobrar a massa.



Limpar qualquer resíduo que esteja ainda dentro do recipiente da massa; para de seguida untar-la com azeite.
Colocar a massa novamente dentro do recipiente untado, com a parte dobrada para baixo.
Cobrir com um pano e deixar repousar uma 3ª e última vez, por mais 30 minutos.

Pré aquecer o forno a 220ºC, colocar o tabuleiro/pedra de cozer o pão dentro do forno a aquecer.

Verter a massa para uma superfície polvilhada com farinha. Com uma faca, cortar a massa ao meio em 2 partes iguais.
Esticar parcialmente a massa, formando dois pães sob o comprimento.



Transferir os pães para o tabuleiro pré aquecido, bem polvilhado com farinha. Não se preocupem se os pães não ficarem direitinhos, a prática fará a perfeição!
Colocar o tabuleiro no forno com o pão, e com uma garrafa spray, vaporizar as paredes do forno com água fria, para criar o efeito de vapor.
Cozer por cerca de 30 minutos, abrindo o forno durante uns segundos para deixar sair o vapor. Isto fará com que a crosta fique crocante.

Deixar arrefecer bem e desfrutar.

Eu servi com uma saladinha de tomate cortado em cubos, alho picado, salsa e manjericão; regado com um bom azeite caseiro, é do melhor!


English Version

Ciabatta - In Italian, Cibatta literally means Slippers; with its sloppy and flat appearance, it kind reminds me of it, the ultimate trend on  house wives slippers! hehe
This type of bread is considered a rustic type due to its flattened appearance. This is because it contains a huge amount of water in comparison with other normal breads. Just that you have an idea, a normal white bread contains usually between 50-65% hydration, while in Ciabatta it might go up to 80%!
As a result, handling cibatta dough can be a challange, dificult but not impossible.
Ciabatta's characteristic flavor is due to the wetness of the dough, which goes through a slow process of fermentation ( 15-24 hours), and it only requires a very small amount of yeast.

Here is a simple table that might help you to visualize all the steps/time needed to make this bread.



Recipe - Makes 2 breads

Ingredients
Poolish - It's a kind of ferment, done with 100% hydration. Prepared long hours in advance; so that the yeasts can slowly grow, maturing in terms of flavor and texture.

1/4 tsp.dry yeast (1gr), if you are using fresh yeast, double the quantity
180ml water at room temperature
170gr white spelt



Methode
The day before, late afternoon, combine all the ingredients in a bowl, large enough to hold both the poolish and the dough. Mix by hand just until combined.
Cover with some plastic wrap and reserve at room temperature until the next day.


Ingredients dough
1/2 tsp. dry yeast (4gr)
240ml water at room temperature
12gr salt
115gr whole meal spelt
225gr white spelt
Good quality olive oil
Some flour to dust

Method
Combine all the ingredients at once in the same container where you placed the poolish.
Stir gently, just by using your hands until everything is blended in. Do not work the dough and do not feel tempted to add extra flour; the dough should remain sticky and wet.

At room temperature, let the dough prove inside the bowl, covered with some clean tea towel. 30 minutes.

Dust your hands with plenty of flour,  Lift up the dough by pulling it from the bottom. Transfer to a floured surface and fold the dough in (see images 1 to 4).
Place again inside the bowl and let it prove once again for another 30 minutes.

Knock down the dough, and repeat the last step, folding in once again. But this time you will place the dough in the same bowl oiled with some olive oil.

Cover once again, and let rise for the last time, 30 minutes.

Meanwhile, pre-heat the oven 220ºC. Place your baking stone or baking tray inside the oven.

Turn out the dough onto a floured surface and divide in 2 equal pieces, by cutting with a knife.
Stretch the dough as best as you can, but because the dough is so soft and wet this can be a hard task trying to keep it in shape. After a few ciabattas you will master it : )

Carefully transfer the breads into the baking stone or tray. Spray inside the oven with cold water (very quickly, so you don't lose much heat).
Bake at 220 ºC for 30 minutes. You might need to open the oven a few seconds, to release the steam in order to get a crunchier crust.

Let it cool down completely before you cut it!
Enjoy!

I particularly like to serve it with a wetty fragrant tomato salad. Just dice some fresh tomatoes, some minced garlic and fresh herbs such as parsley and basil, a drizel of olive oil, and that's it!








quinta-feira, 19 de abril de 2012

Espécie de cheesecake, e o 1º dia de Verão!



Islândia, um país de extremos... Por mais que nos esforcemos nunca nos habituamos, e se nos habituamos logo tudo muda... Falo do tempo, das rotinas, da luminosidade vs escuridão, do clima irregular, existe mesmo uma piada que diz: se não gostas do estado do tempo, espera 10 minutos!

Os dias cresceram a passos vertiginosos, e a noite, apressada, migra para sul a cada dia... Já não há horas para jantar nem para deitar; e de manhã o sol arrancam-nos da cama à força... Andamos todos de humores erráticos, ora electrizados pela overdose de luz, ora rastejando no musgo verde, pela privação de sono decente!...
As máquinas de café, essas, são a nossa salvação! Trabalham ininterruptamente, aliviando-nos com a melodia preludiar dos grãos de café apressadamente triturados, e depois como em tom de expiração ofegante, fazem jorrar o liquido castanho-dourado, alcançado com o seu aroma quem quer que esteja na vizinhança...
Saboreia-se mais um café,  e volta-se ao trabalho de cabeça erguida...

E hoje celebra-se o primeiro dia de Verão, respeitando ainda o antigo calendário pagão. Em tempos, antes da chegada dos romanos, o povo Islandês era regido apenas por este calendário, de  onde constavam unicamente duas estações, o Verão e o rigoroso Inverno. Deste modo, ainda hoje a primeira quinta feira a seguir ao dia 18 de Abril, é reconhecida como o primeiro dia de Verão, feriado nacional; acredita-se também ter sido a data do primeiro dia do ano do calendário Pagão...

Para celebrar a chegada do Verão fiz uma sobremesa, assim uma espécie de cheesecake em copos...
Mais abaixo deixo-vos também algumas fotos deste país maravilhoso...






Serve 2
Ingredientes
50gr de bolachas digestivas esmigalhadas
2 c.há. de grandmarnier
150gr de cream cheese, tipo philadéphia (em alternativa, iogurte grego natural p.ex.)
raspa de 1/2 laranja
4 c.sopa de compota de maça com canela

Faz-se assim
Colocar as bolachas trituradas em dois copos, ou taças onde pretendem servir. Salpicar com o licor de laranja. Reservar.
Bater o cream cheese com a raspa de laranja.
Dividir pelos dois copos.
Finalizar com compota de maça, ou mesmo até, outra a vosso gosto.
Colocar no frigorífico antes de servir.

Agora um cheirinho das paisagens destas paragens...

Esplêndido Por-do-sol

Surrealismo Invernal


A nossa Igreja Protestante

Geysir, as forças da Natureza

Já não há peixe...

Toda a vida tem um fim...

Rochas na praia de Vík
Ainda bem que a foto não tem cheiro!

Tempestade no deserto de cinza


terça-feira, 17 de abril de 2012

Covidei para jantar... Realizadores de cinema



Muitos de vós já devem ter ouvido falar deste magnifico desafio criado pela Ana, do espantoso blog Anasbageri.
O convidei para jantar é um desafio criativo, que apela à mais excêntrica das nossas fantasias; ondulando por entre personalidades e vivências que de alguma forma marcaram a nossa existência...
Vamos já na 4ª edição, e é com um enorme prazer que recebo este desafio aqui no Receitas do Menu Verde.


O tema que escolhi foi: Realizadores de Cinema.
Contem um pouco da sua história, o que neles mais vos fascina, as possíveis peripécias durante o jantar, soltem essa escrita!


Para participarem devem
- Convidar um realizador de cinema; 
- Citar o blog criador deste evento Anasbageri.
- Incluir também um link para o Receitas do Menu Verde, publicitando esta edição.
- Sendo o Menu Verde um blog sem carne, peço-vos se possível para tentarem apresentar algo vegetariano, ou em último recurso com peixe.
- Para que tome conhecimento das vossas participações, deverão deixar um comentário com os vossos links neste post.
- O desafio decorrerá até dia 16 Maio. 

*  *  *



Eu convidei para jantar o Exmo. Sr. Tim Burton.


A sua mente brilhante com um humor negro esplêndido, surpreende-nos a cada filme que cria. As suas ideias geniais, pescadas directamente do íntimo do seu mundo, são únicas, um misto de fantástico e bizarro...
Os filmes mais conhecidos serão o Edward Sisorsshands, Nightmare before chrismtas, Sleepy Hollow, Big fish, Charlie and Chocolate factory, Batman etc etc..
Mas o meu filme de eleição é sem dúvida o Big fish, um apaixonante drama que  mexe com o nosso coração do principio ao fim...


Para o jantar servi...


Abóbora mãos de espinafre










Ingredientes Assado
Meia abóbora Butternut (média)
Azeite 
alecrim, sal e pimenta q.b.


Faz-se assim
Cortar a abóbora ao meio, descartar as sementes; regar com um fiozinho de azeite, temperar com sal, pimenta e um cheirinho de alecrim.
Assar no forno a 200ºC durante cerca de 30-40 minutos.
Deixar arrefecer, retirar toda a polpa da abóbora, tendo o cuidado para não danificar a casca.
Reservar a casca.


Ingredientes Recheio
Polpa assada da abóbora, cortada em pedaços
1 cebola pequena picada
1 c.chá cominhos
azeite
250gr de tofu em cubos
sumo de 1 limão
1/2 c.chá tomilho seco
1/2 c.chá tomilho fresco
sal e pimenta
100gr de espinafres jovens 


Faz-se assim
Numa sertã anti-aderente, colocamos a cebola picada com um fio de azeite; refogamos até que a cebola fique transparente. Adicionar o tofu, os cominhos e uma pitada de sal. Agitar a sertã energicamente para que o tofu fique bem coberto por todos os sabores. Regar com sumo de limão. Continuar a agitar.
Assim que o tofu comece a ficar dourado adicionamos a abóbora cortada em pedaços. Salpicar com as restantes especiarias, e continuar a agitar a sertã misturando todos os ingredientes.
Por fim adicionamos os espinafres, bem lavados e escorridos. Envolver suavemente com uma espátula de borracha (para não riscar a sertã).
Rectificar temperos.
Retiramos do lume e colocamos dentro da casca da abóbora, onde será servido.



















sábado, 14 de abril de 2012

Batido de espinafres



Não torçam o nariz! Esta receita não é só para corajosos.
Muitos dos alimentos que estamos habituados a consumir apenas cozinhados, perdem grande parte do seu valor nutricional pela acção do calor a que são submetidos... 
Por isso sempre que possível tentem introduzir mais alimentos crus nas vossas dietas; afinal de contas existem tantas possibilidades! Saladas, batidos, sopas frias, patês, para nomear alguns. Se precisarem de ajuda sabem onde me encontrar.
Hoje trago-vos uma sugestão para começarem o vosso dia em grande! Batido de espinafres aliado à doçura natural da banana.
Só depois mais tarde pensei que seria bom adicionar sumo natural de laranja ou outro cítrico, pois a vitamina C ajuda à absorção do ferro. Ficará para uma próxima! :)




Para um copo grande
200ml de leite de arroz (podem usar outro tipo)
Uma mão cheia de espinafres jovens (40gr)
1 banana pequena


Faz-se assim
No copo da varinha mágica colocamos os espinafres bem lavadinhos, o leite de arroz e a banana em pedaços.
Triturar tudo muito bem com a varinha mágica e já está!
Nada melhor para começar o dia!


Experimentem introduzir este batido às vossas crianças, tem uma cor tão invulgar, que irão ficar no mínimo curiosos! hehe 


domingo, 1 de abril de 2012

Convidei para jantar... Miffy, uma doce coelhinha



O tão criativo projecto Convidei para jantar, criado pela querida Ana do blog Anasbageri, já vai na 3ª edição!
Desta vez o desafio foi recebido pela Su no seu maravilhoso blog Suvelle Cuisine.
Nesta 3ª edição os convidados escolhidos serão desenhos animados, que de alguma forma marcaram os nossos tempos de meninice...


Para saberem mais acerca deste projecto cliquem nos links que vos deixei em cima...


Pessoalmente sempre fui e continuo a ser uma grande fã de desenhos animados, e o pequeno almoço ao fim de semana não é o mesmo sem a companhia dos Looney toons, Lucky Luck ou algo do género! (Oops confissões!)
Mas dou sempre preferência aos desenhos animados mais antigos, pois são mais autênticos e genuínos...


Os 'bonecos', (como eu lhes chamava) que mais me marcaram foram provavelmente o Vickie, a Ana dos Cabelos Ruivos, e também o Tom Sawyer, do qual já não me lembro muito bem..
Ora alguns deles já tinham sido convidados por vós, para as vossas casas, por isso acabei por convidar a querida Miffy.


A Miffy, é uma doce coelhinha, um desenho animado muito simplista com cores primárias. Antes de aparecer nos ecrãs, possuía já dezenas de livros publicados com as suas histórias alegres.
O seu criador, Dick Bruna, é um senhor Holandês, e deu vida a Nijntje (seu nome original) após ter contado ao seu filho histórias sobre um coelhinho que tinha avistado antes nas dunas...
Bruna, decidiu que Miffy seria uma figura feminina, após constatar que não queria desenhar o seu coelhinho com calças mas sim com um vestido! [wikipedia] 


Eu e a minha querida mana ainda hoje deliramos com a Miffy, é quase uma obsessão!  Coleccionamos coisas da Miffy, e a minha irmã acabou mesmo por 'baptizar' uma das suas gatas.. Miffy!! hehe




O lanche foi uma tarte de cenoura e amêndoas, com suminho de cenoura e laranja :) Haverá lanche mais apropriado para uma coelhinha? 




Tarte de Cenoura e Amêndoas


Ingredientes Base
75 gr manteiga fria
50gr açúcar integral
150gr farinha 
Raspa de 1 laranja Biológica
água 


Ingredientes Recheio
90gr manteiga amolecida
70gr açúcar integral
2 ovos
2 c.chá Grand Marnier
175gr amêndoa finamente ralada
1 cenoura grande cozida e arrefecida


Ingredientes Cobertura
175gr de cream cheese, tipo philadelphia
Amêndoa laminada, tostada


Faz-se assim
Primeiro de tudo aquecemos o forno a 190ºC, pincelar os lados de uma tarteira de mola redonda, e colocar um disco de papel vegetal à medida no seu fundo. Reservar.


Base
Numa taça misturamos todos os ingredientes para a base, e com as pontas dos dedos desfazemos a manteiga toda até obter uma mistura areada. Juntar um bocadinho de nada de água e trabalhar a massa até que não mais se agarre às mãos, e possa finalmente ser estendida com um rolo de massa.


Numa superfície polvilhada com farinha, estendemos a massa em forma de circulo. 
Forrar apenas o fundo da tarteira com a massa, não é necessário criar um bordo, pois o nosso recheio será bastante sólido e não derramará.
Reservar.


Recheio
Começamos por misturar a manteiga com o açúcar, até obter uma mistura homogénea. Adicionar os ovos e continuar a bater.
Incorporar suavemente a amêndoa ralada e também a cenoura cozida, que entretanto foi triturada. 
Não esquecer o nosso licor de laranja e misturar tudo muito bem com uma colher de pau.


Verter o recheio sobre a nossa base, e distribuir uniformemente.  
Levar ao forno 190ºC durante 25 minutos, ou até que a tarte comece a ficar dourada no centro.
Retirar do forno e com cuidado desenformar. Transferir para uma grelha para melhor arrefecer.


Cobertura
Assim que esteja fria, barrar com o cream cheese, e salpicar com amêndoas tostadas...


Espero que também se tenham divertido com os vossos convidados :)






Deixo-vos ainda mais um link, de um blog que é pérola dos desenhos animados falados em português, convido-os a passarem por lá e a relembrarem todas as vossas doces memórias infantis!

terça-feira, 27 de março de 2012

Gluten free Brownies com... Beterraba



O céu e o inferno reuniram-se em grande reboliço, ambos queriam reclamar estes brownies para si! O inferno alegava que eram uma heresia, o seu aspecto tentador e guloso, possuía capacidades hipnotizadoras capazes de atrair mesmo o ser humano mais forte, só poderia ser pecado!
Os anjos do céu, esses, contestavam, diziam ser um milagre nunca antes visto, alegando que, mesmo o homem mais cruel se renderia a esta obra dos céus, capaz de amolecer os corações gulosos mais duros!..
O falatório estava demorado, sem término à vista; eu disse-lhes para se deixarem de conversas, e fui por a cafeteira do café ao lume ;)

E vocês o que acham? Pecado ou obra divina? Eu cá não quero saber, vou sentar-me a saboreá-los com um travo de café forte!

Estes brownies para além de não conterem glúten na sua composição, excluem também qualquer tipo de gordura! O factor surpresa é criado pelas beterrabas sumarentas, que lhe conferem uma textura húmida e deleitável.   

Receita do magnifico livro Red Velvet chocolate heartache, da autora Harry Eastwood (falar-vos-ei deste livro mais detalhadamente assim que puder).




Ingredientes
400gr de beterraba vermelha cozida (sim, não se assustem!)
100gr de avelãs tostadas
3 ovos
220gr de açúcar integral
pitada de sal
150gr de chocolate amargo de boa qualidade
30gr de farinha de arroz
70gr de cacau em pó
2 c.chá de fermento em pó (ler a embalagem para se certificarem que o vosso fermento não contém farinha na sua composição, pois alguns fermentos não são propriamente sem gluten, ex. o fermento Royal contém farinha na sua composição!)
1/2 vagem de baunilha

50gr de avelãs partidas para a cobertura

Faz-se assim...
Começamos por pré-aquecer o forno a 160ºC, e forramos uma forma rectangular com papel vegetal. Reservar.
Colocamos um tachinho ao lume com água, para em seguida derreter o chocolate em banho-maria.
Entretanto...
Com uma vara de arames, bater os ovos e açúcar até obter um creme bem fofo.
Em seguida adicionamos o cacau em pó, sal, o interior da 1/2 vagem de baunilha; avelãs que trituramos muito bem, e ainda a farinha de arroz com o fermento. Misturar tudo muito bem até que fique a nossa massa fique homogenea.
Reduzir a beterraba a puré no processador de alimentos, incorporar no chocolate entretanto derretido.
Adicionar a beterraba com o chocolate ao preparado anterior.
Com a ajuda de uma espátula de borracha envolver tudo muito bem.

Verter para a forma forrada com papel vegetal, salpicar com as restantes avelãs.
Levar ao forno durante 30-35 minutos.

Aguardar que arrefeça bem antes de servir, pois não será fácil cortá-los ainda quentes. 

Aproveitem os bons momentos da vida :)




"Perdôo-te o mal que me fazes, pelo bem que me sabes"

domingo, 25 de março de 2012

Salada de Canónigos





Chamem-lhe canónigos, valeriana, lamb lettuce, feld salat etc etc... É a minha salada preferida, paixão que remonta aos meus tempos passados pela Suíça. Desde então, sempre que lhe ponho o olho nos mercados, trago um braçado deles comigo (risos, sim não faço a coisa por menos!). São uma salada de Inverno/ Primavera, e chegam à nossa mesa sempre frescos com uma textura surpreendentemente crocante.
Os melhores vêm em caixinhas, cuidadosamente organizados um a um, como se de bens preciosos se tratassem; imaginem o desperdício se ficassem amachucados, pois estamos a falar de uma salada muito delicada.


Deixo-vos a minha versão preferida para esta deliciosa salada.






Serve 1
Ingredientes
2 punhados de canónigos
2 rabanetes
1 ovo cozido
1 c.sopa de sementes girassol


Molho
1 c.chá de maionese biológica
1 c.sopa de azeite
1 c.chá de vinagre balsâmico
sal e pimenta 
alguns rebentos de agrião (opcional)


Faz-se assim
Lavar os canónigos cuidadosamente, escoar bem. Colocar num prato de salada.
Adicionar os rabanetes cortados em rodelas fininhas. 
Salpicar com sementes de girassol, e finalizar com ovo cozidos às rodelas.


Para o molho, misturar todos os ingredientes.


Regar a salada com o molho e desfrutar!


  

domingo, 18 de março de 2012

Šaltibarščiai - Sopa fria de beterraba da Lituânia



Saltibar quê? Pensam vocês... Pois é, esta foi se calhar a primeira palavra que aprendi em lituano.
Recuando um bocadinho para vos situar no contexto da minha escolha de hoje; tudo começou aquando chegada da minha querida colega Aisté, lá à padaria. Ora ela vinha de um país que eu mal tinha ouvido falar: da Lituânia...
Nunca me tinha cruzado com ninguém daquelas paragens, mas tinha ouvido uns rumores que as raparigas daquele país faziam umas tartes maravilhosas (teoria mais que aprovada!) Ora um bom começo pensei eu!

Desde cedo, sempre tive o prazer de conviver e trabalhar com pessoas de muitas nações, cada uma delas deixa em mim marcas, do seu povo, dos seus hábitos. Pois sendo eu uma pessoa muito curiosa, estou sempre na 'converceta', ávida por saber tudo e mais alguma coisa sobre os seus hábitos e costumes diversos.

E foi num desses dias quando a Aisté me falou desta maravilhosa sopa, um ícone na dieta Lituana, pois este povo parece adorar beterraba vermelha.
O prato é uma sopa fria, super refrescante e colorida, que se faz acompanhar com batatas cozidas, uma delicia comprovada! Nada melhor para entrar com o pé direito na Primavera!



Serve 2-4 pessoas
Ingredientes 
1 beterraba vermelha grande
1 pepino grande 
2 c.sopa de cebolinho (usei cebola picadinha, pois não tinha cebolinho)
1 c.c. endro
500ml de água 
500ml de leite azedo (mas que raio é sour milk em português? azedar com umas gotinhas de limão, iogurte natural magro também funciona)
sal e pimenta

Batatas cozidas para acompanhar, e um ovo cozido no topo.

Faz-se assim
Em água fervente começamos por cozer a beterraba inteira, com pele, sendo que esta deverá ficar totalmente submersa. Deverá levar uns 15-20 minutos.
Escoar a água da beterraba e deixar arrefecer bem.
Descascar a beterraba e ralar grosseiramente. Colocar numa taça.
Adicionar o leite azedo, água, cebolinho picado e o endro, misturar tudo muito bem.
Cortar o pepino com a pele em cubinhos, e adicionar ao preparado anterior.
Temperar tudo com sal e pimenta a gosto.

Servir de imediato com batata cozida salpicada com endro, como se fosse pão, assim como ovo cozido no centro da sopa (ahhh só agora reparei que me tinha esquecido do ovo cozido!).

Geras apetitas!

Um beijinho especial para a Aisté!


terça-feira, 13 de março de 2012

Detox, um sumo em tons cítricos



Para aqueles dias em que acordamos indispostos, ou mesmo depois de uma noite de abusos, só queremos por fim ao mau estar matinal...
Este sumo é um óptimo revitalizador, agindo como purificador e regulador do sistema digestivo, livrando-se de bactérias más presentes no nosso tracto intestinal, fomentando a proliferação das bactérias probioticas.
É um sumo que nos faz sentir bem em qualquer altura, criando uma leveza que nos deixará confiantes para o resto do dia!

Vejam este sumo e muitos outros mais no livro Super Juices, do autor Michael  Van Straten; uma maravilhosa compilação de sumos, smoothies e outras bebidas, organizadas inteligentemente neste livro super informativo.

O autor apresenta-nos um vasto leque de bebidas, confecionadas com os mais variados frutos e vegetais, sempre frescos, que combinados de forma inteligente, máximizam as suas propriedades nutricionais. 

O livro contem informação detalhada (teor vitamínico, mineral etc, etc) dos vários ingredientes usados em cada preparação; tem ainda uma tabela com várias condições de saúde, que pode facilmente ser consultada, onde o autor nos apresenta os sumos mais indicados para ajudar ao tratamento desses problemas.

Serve 1 copo

Ingredientes
2 laranjas
1 limão
1 lima
1 toranja rosa

Faz-se assim
No livro, o método quase sempre usado é colocar todos os ingredientes num processador de alimentos. Neste sumo de hoje optei por espremer todos os citrinos, pois achei mais prático.
Fica ao vosso critério!