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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Batata doce assada com nozes pecan




Scroll down for English version.

Ahh o Inverno, esse sacana... Rouba-nos o brilho do sol, a luz essencial para o nosso bem estar mental, e traz-nos a doenças chatas próprias do seu tempo...
Por cá a preguiça e o humor inconstante tem tomado conta dos meus dias.
Sinto saudades de paragens mais quentes, sinto falta da chuva! De um Inverno a sério, onde a luz do sol brilha por mais que umas míseras 3 horas..
Por isso perdoem se me tenho desleixado, e não tenho visitado as vossas 'casas' tão frequentemente.

Quanto a sugestão de hoje, é da autoria da Jules Clancy,do blog The stone soup.
Este fabuloso blog que sigo há algum tempo, tem ideias fantásticas, super rápidas e de simples confecção.
Aconselho-vos a espreitar, para além de deliciosas receitas, a Jules deixa-nos imensas dicas e sugestões para uma melhor economia doméstica entre outros temas. *em inglês*

Quanto à receita, alterei um bocadinho.. Poderá ser servida com entrada, ou refeição leve quando acompanhada por uma salada.



Serve 2-4
Ingredientes
1 batata doce grande, alongada
150gr de nozes pecan (ou nozes normais)
2 ou 3 raminhos de tomilho limão
sal e pimenta limão nota 1 
azeite

Modo de preparação
Em primeiro lugar, ligar o forno a 200ºC, e preparar um tabuleiro com papel vegetal. Reservar.
Cortar a batata doce em rodelas com 1cm de espessura.
Colocar as rodelas e batata no tabuleiro, distribuir as nozes picadas pelas batatas.
Salpicar com sal e pimenta e regar com um fiozinho de azeite.
Finalizar, adicionando o tomilho limão.

Levar ao forno, na prateleira do meio, durante 15-20 minutos. Vigiar para que as nozes não se queimem.
Yummy!!

nota 1: pimenta limão, é pimenta preta com zesto de limão secos; pode facilmente ser misturada em casa.



English version

Roasted Sweet potato with pecan crust

Agrrr, Winter you bastard... You steal all our sunshine; the sunlight, essential to our mental well being, and on the top of that you bring all your bad colds and coughs with you!
It has been a very lazy and moody winter around here.
I miss the southern climate, I miss the rain... I miss the southern winters, where the sunlight shines more then the miserable 3 hours in this corner of the world...
That's why I've been quite absent from Menu Verde, and why I haven't been visiting much your blogs lately.


The recipe that I bring you today, it's from Jules Clancy, the blog author from The stone soup.
This amazing blog, that I have been following for a while, has striking recipes, super quick and easy to follow.
You have to go there and check for yourself!

I changed a bit the original, but it tastes just as great! You can serve as an appetizer or a light meal with a salad on the side.
Serves 2-4


Ingredients
1 big sweet potato (choose a long shaped one, for even slices)
150 gr pecan nuts (or walnuts)
2 or 3 sprigs of lemon thyme
salt and lemon pepper 
olive oil

Methode
Start by preheating the oven at 200º C, line a baking tray with baking paper. Set aside.
Slice the sweet potato in round slices, about 1 cm thick.
Place the potatoes on the baking tray, divide the chopped nuts though them.
Sprinkle with salt, lemon pepper, and a drizzle of olive oil.
Finalize with the lemon thyme.

Bake in the middle of the oven at 200º C for 15-20 minutes. Watch it, so that the nuts don't burn.
Yummy!!




terça-feira, 26 de junho de 2012

Clafoutis, e um Ode às cerejas



Já alguma vez vos contei o quão eu adoro cerejas?
Ao ponto de marcar férias de propósito na altura delas? Uns fazem turismo rural, outros turismo balneário, etc, eu cá faço turismo de cerejas e fruta fresca!!
Esta paixonite foi gravemente acentuada desde que me mudei aqui para o polo norte, onde a escassez de fruta e vegetais de qualidade, interfere gravemente com o meu humor diário...
Mas porquê as cerejas em particular, perguntam vocês?

No passado, em tempos que ainda vivia em Portugal, durante a época das cerejas, conseguia alimentar-me exclusivamente deste fruto. Lá em casa o ambiente era de guerrilha, pois éramos três com o mesmo vício e os confrontos eram inevitáveis! Mas tudo acabava em bem, e as romarias às cerejeiras vizinhas ou à respeitosa e centenária cerejeira dos meus bisavós, eram repetidas numa base regular.

Nestas últimas férias, não foi excepção; e depois de dizimar-mos a noviça cerejeira lá de casa, avançámos para cerejeiras de familiares, e como se isso não bastasse, ainda conseguimos permissão para nos apossar-mos dum cerejal de um amigo do meu pai! Foi o delírio total!
Assim que lá chegá-mos, fomos provando cerejeira a cerejeira, para termos a certeza que só colheríamos as melhores! Mas á medida que avançávamos as cerejas revelavam-se cada vez melhores e sumarentas! Parecíamos crianças ,pequenos selvagens agarrando tudo à nossa passagem! De boca e dentes sanguinários, o riso era inevitável!  As nossas mãos, essas, manchadas de carmim, contaminavam-nos as roupas leves de Verão, intensificando o festim.

Por fim, os nossos corpos erudidos pela exaustão do calor, e os nossos pés esburacados pelas aveia e silvas, ditaram um basta à nossa expedição... De barriga saciada, e cara enlambuzada, partimos para o conforto da nossa alegre casinha.






Clafoutis de cereja
Ingredientes
150 gr cerejas sem caroços
50gr farinha
5gr fermento em pó
2 ovos
60gr açúcar
1 c.sopa de margarina derretida
125ml de leite
pitada de sal
1 c.café de canela 
1 c.chá raspa de limão

Faz-se assim
Pré aquecer o forno a 180ºC, untar um pirex pequeno, reservar.
Começamos por bater o açúcar com os ovos e raspa de limão, até obtermos um creme fofo. Em seguida adicionamos o leite e a margarina, continuando a bater energicamente até que tudo esteja combinado na perfeição.
Por fim incorporar os restantes ingredientes secos, peneirados para evitar a formação de 'grumos'.
Dispor as cerejas no pirex reservado e sobre elas verter a massa liquida de clafoutis.

Levar ao forno cerca de 30-45 min. até que o clafoutis esteja bem douradinho e apetecível.



English Version


Cherry Clafoutis 
Ingredients
150 gr pitted cherries
50gr flour
1 tsp baking powder
2 eggs
60gr sugar
1 Tbsp melted butter
125ml milk
pinch of salt
1/2 tsp cinnamon
1 tsp lemon zest

Methode
Heat the oven at 180ºC, grease a small baking dish and reserve.
Start by whisking sugar and eggs with the lemon zest together until you get a fluffy mixture. Add the milk and melted butter, and continue whisking until everything is properly combined.
Passing through a sieve, add all the other dry ingredients, carefully mixing so that you get a homogeneous batter.
Place the cherries on the bottom of the baking dish, cover with the clafoutis batter.
Bake at 180ºC for 30-45min, until it gets good looking golden!


terça-feira, 1 de maio de 2012

Cobbler de Ruibarbo e Morango - Strawberry Rhubarb Cobbler



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Cobbler vs Crips ou Crumbles se preferirem, eram até há algum tempo conceitos que no meu mundo de conhecimentos gastronómicos se resumiam à mesma coisa... Mistério resolvido! Depois de alguma pesquisa, cheguei à conclusão de que embora os 3 sejam uma espécie de tarte sem fundo de massa; normalmente confeccionados num pirex; as suas diferenças são pequenas, e aparecem mais adiante...

Este tipo de sobremesa, é super fácil de confeccionar, e é uma óptima escolha quando a fruta fresca da época abunda.
Experimentem servir com uma bolinha de gelado e baunilha, e têm um  manjar à vossa frente!

Os cobblers, consistem basicamente numa tarte farta de frutas, com uma cobertura grossa de uma massa macia.
Já os Crisps, esses diferem apenas na cobertura que é normalmente mais fina e crocante; em termos de conteúdo não serão diferentes dos Cobblers.
Quanto aos Crumbles, são apenas o nome comum para os Crisps, mas mais usado na Inglaterra.

Interessante ainda, saber a origem deste tipo de pratos. Surgiram como forma de contornar a escassez de ingredientes, assim como o acesso limitado a utensílios de cozinha, que as colónias Britânicas enfrentavam em solo Americano recém pisado.
Assim sendo, por necessidade, os colonos Britânicos deram a volta à situação criando este novo tipo de pratos.



* * *
Serve 4
Ingredientes  Recheio
150gr morangos (usei congelados) Deêm preferência aos biológicos, pela vossa saúde ; )
150gr ruibarbo (usei congelado, mas no resto da Europa penso encontrarão fresco)
100gr açúcar
raspa de 1/2 lima biológica
1/2 c.café cardamomo moído
1/2 c.café canela em pó

Preparação
Untar 4 ramkins pequenos com manteiga, e polvilhar com açúcar.
Pré aquecer o forno a 180ºC.

Se optarem pelas frutas congeladas, retirem do congelador com antecedência, e guardem os sucos que resultaram do descongelamento. 
Se usarem fruta fresca (ui que inveja!), lavar tudo muito bem e picar grosseiramente.
Colocar todos os ingredientes num tacho e levar ao lume, incluindo os sucos . Deixar cozer lentamente, sem levantar fervura. Mexer suavemente, envolvendo todos os ingredientes.
Assim que tenham obtido um puré grosso, tipo compota, retirem do lume e deixem arrefecer.

Ingredientes cobertura 
150gr farinha 
1 c.c. fermento em pó
30gr manteiga amolecida
uma pitada de sal
190ml de natas

Preparação
Começar por misturar os ingredientes secos com a manteiga amolecida. Assim que manteiga esteja bem distribuída, incorporar as natas  liquidas até obter uma massa pastosa. Reservar.

Montagem
Distribuir a compota pelas 4 forminhas, finalizar com a massa reservada.
Levar ao forno 180ºC durante 20-30 min.
Servir ainda quente com uma bolinha de gelado : )



English version


Cobbler vs Crips or Crumbles as you wish; not long time ago were merely concepts in my world of gastronomic knowledge. And I always thought people were talking about the same thing...
Well, mystery solved! After a little research, I found that the 3 of them are bottom-less-crust-kind- of-pies, traditionally baked in a baking dish,; well nothing new.. Now, you ask, what's the difference then?

Cobblers are basically a pie with no bottom crust, made with what ever fruit in season, topped with a thick, soft yummy crust.  
Crisps, they can be exactly the same thing, but the topping crust as the name suggests is more crispy and thinner.
About the Crumbles, they happened to be just like the Crisps; apparently that's the name they are known for in England.

Not less interesting is to look for the origin of these kind of dishes. 
They first appeared as way of overcome the shortage of ingredients, and also the limited access to kitchen tools faced by the early British American colonies. Therefore, as a necessity, British settlers ended up developping this new kind of dishes.



* * * 

Serves 4
Ingredients Filling
150gr Strwaberies (I used frozen ones) Try to use organic ones 
150gr Rhubarb (I used frozen as well)
100gr sugar
Grated zest from 1/2 lime
1/4 tsp. cardamom powder
1/4 tsp. cinnamon

Method
Grease 4 small ramkins, dust with some sugar, set aside.
Pre-heat the oven at 180ºC.

If you will be using fronzen fuits, take it out from the freezer, and let it thaw properly. Save all the juices.
If using fresh fruits (lucky you), rinse everything properly and cut in big chunks.
In a pot, combine all the ingredients together, including the juices. In a low heat let everything simmer, stirring once in a while.
Finally when it starts to look like jam, remove from the heat, and let it cool.

Ingredients topping 
150gr flour
1 tsp. baking powder
30gr soft butter
pinch of salt
190ml cream

Method
Combine all the dry ingredients with the soft butter. Pour the cream, and mix well until you get a thick paste-like dough. Reserve.

Assembling 
Divide the jam through the forms, and top it equally with the reserved dough.
Bake at 180ºC for about to 20-30 min.

Serve warm with a nice scoop of vanilla ice cream.





sábado, 28 de abril de 2012

Tarteletes Dente de Leão



Scroll down for English Version

A agradável surpresa que tive um destes dias, com o nosso amigo guardião dos elfos a bater à porta bem cedo...
É uma pessoa muito especial; é um poeta, um apaixonado pela natureza no seu estado bruto; um Agostinho da Silva dos dias de hoje..
Qual o meu espanto ao ver que trazia em suas mãos um punhado de folhas viçosas de dente de leão, ainda orvalhadas, acabadinhas de colher no seu passeio matinal...
Estendeu-as com um sorriso, agradeceu o jantar do outro dia e partiu...

* * *

Logo soube o que fazer com as preciosas folhas, pois já há muito que sonhava com o começo da época dos Dentes de leão! Não faço ideia onde os encontrou, pois ainda não os vi por cá este ano...



Para 4 tarteletes
Ingredientes Massa
100gr de farinha de espelta (usei integral)
40gr manteiga fria
pitada de sal
água fria q.b.

Faz-se assim
Misturar a manteiga fria com a farinha e sal, amassar tudo muito bem com as pontas dos dedos. Adicionar um bocadinho de nada de água fria, para ajudar a massa a ficar firme, e não colar mais às mãos.
Formar uma bola com a massa e deixar repousar no frigorífico durante 20 minutos.

Ingredientes Recheio
10 folhas jovens, grandes, de dente de leão (quando digo grandes, as minhas tinham 2 palmos)
1 dente de alho picado
fio de azeite
2 c.sopa de azeitonas pretas picadas
1 pitada de manjerona
sal e pimenta moída na hora
2 ovos grandes
sementes de sesamo

Faz-se assim
Pré aquecer o forno a 190ºC, untar 4 forminhas para tartelete. Reservar.
Numa sertã, colocar o fio de azeite e saltear levemente o dente de leão picado grosseiramente, e o alho picado também.
Adicionar as azeitonas picadas grosseiramente, sal e pimenta e um cheirinho de manjerona.
Retirar do lume e deixar arrefecer.
Forrar as forminhas com a massa que entretanto descansou no frigorífico. Picar o fundo das tarteletes com um garfo. Distribuir o recheio igualmente por entre as 4 forminhas.
À parte bater os ovos com uma pitada de sal e pimenta; verter os ovos por entre as forminhas.
Salpicar com sementes de sesamo.
Levar ao forno durante 10-12 minutos.

Desfrutem!


English Version

What a wonderful surprise I had one of these past days. Our friend, guardian of the elves, came knocking at our door quiet early in the morning...

He's a very special being; a poet, a devoted nature's lover in its raw state; a kind of an Agostinho da Silva of our times...
I was so amazed to see that he was carrying a bunch of young, lush dandelion leaves on his hands;
still dewy, just harvested during his morning walk..
He held them with a smile, thanked for the dinner on the other night, and just left...

* * *

I knew exactly what to do with the precious leaves, it has been long time since I have been waiting for them! 
As matter of fact I have no idea where our friend found the dandelion, I haven't seen it yet this year...



Serves 4 tartelets 
Ingredients Pastry 
100gr whole meal spelt flour
40gr cold butter
pinch of salt
cold water

Methode
Combine the cold butter with the spelt flour and salt, rub the butter using your finger tips until it gets sandy.
Add just a little of cold water, and knead until you get a firm non-sticking dough. If you added too much water you will need to add more flour in order to get it right.
Wrap the dough in cling film, let it rest for 20 min. in the fridge.

Ingredients Filling
10 young Dandelion leaves (big ones)
1 garlic clove minced
drizzle of olive oil
2 Tbsp. chopped black olives
Pinch of marjoram
salt and fresh ground pepper
2 eggs (large ones)
sesame seeds to sprinkle

Methode
Heat the oven at 190ºC, grease 4 little tartelet forms. Reserve.
Wash the dandelion leaves carefully, and cut it ruffly.
Sprinkle a hot pan with some olive oil and sauté  the dandelion with the garlic.
Throw the chopped black olives in, season with salt, pepper, and some marjoram to the taste.
Sauté, tossing the pan around just until all ingredients are combined.
Remove from the heat, and let it cool.

Meanwhile...

Remove the dough from the fridge; roll it out, and stamp 4 round circles. Line the tartelet forms with the dough and prickle the bottom with a fork.
Divide equally the reserved filling between them.
A side, whisk the eggs with a pinch of salt and pepper.
Pour the eggs over the filling, sprinkle with sesame seeds.
Bake at 190ºC for 10-12 min.

Enjoy : )




terça-feira, 17 de abril de 2012

Covidei para jantar... Realizadores de cinema



Muitos de vós já devem ter ouvido falar deste magnifico desafio criado pela Ana, do espantoso blog Anasbageri.
O convidei para jantar é um desafio criativo, que apela à mais excêntrica das nossas fantasias; ondulando por entre personalidades e vivências que de alguma forma marcaram a nossa existência...
Vamos já na 4ª edição, e é com um enorme prazer que recebo este desafio aqui no Receitas do Menu Verde.


O tema que escolhi foi: Realizadores de Cinema.
Contem um pouco da sua história, o que neles mais vos fascina, as possíveis peripécias durante o jantar, soltem essa escrita!


Para participarem devem
- Convidar um realizador de cinema; 
- Citar o blog criador deste evento Anasbageri.
- Incluir também um link para o Receitas do Menu Verde, publicitando esta edição.
- Sendo o Menu Verde um blog sem carne, peço-vos se possível para tentarem apresentar algo vegetariano, ou em último recurso com peixe.
- Para que tome conhecimento das vossas participações, deverão deixar um comentário com os vossos links neste post.
- O desafio decorrerá até dia 16 Maio. 

*  *  *



Eu convidei para jantar o Exmo. Sr. Tim Burton.


A sua mente brilhante com um humor negro esplêndido, surpreende-nos a cada filme que cria. As suas ideias geniais, pescadas directamente do íntimo do seu mundo, são únicas, um misto de fantástico e bizarro...
Os filmes mais conhecidos serão o Edward Sisorsshands, Nightmare before chrismtas, Sleepy Hollow, Big fish, Charlie and Chocolate factory, Batman etc etc..
Mas o meu filme de eleição é sem dúvida o Big fish, um apaixonante drama que  mexe com o nosso coração do principio ao fim...


Para o jantar servi...


Abóbora mãos de espinafre










Ingredientes Assado
Meia abóbora Butternut (média)
Azeite 
alecrim, sal e pimenta q.b.


Faz-se assim
Cortar a abóbora ao meio, descartar as sementes; regar com um fiozinho de azeite, temperar com sal, pimenta e um cheirinho de alecrim.
Assar no forno a 200ºC durante cerca de 30-40 minutos.
Deixar arrefecer, retirar toda a polpa da abóbora, tendo o cuidado para não danificar a casca.
Reservar a casca.


Ingredientes Recheio
Polpa assada da abóbora, cortada em pedaços
1 cebola pequena picada
1 c.chá cominhos
azeite
250gr de tofu em cubos
sumo de 1 limão
1/2 c.chá tomilho seco
1/2 c.chá tomilho fresco
sal e pimenta
100gr de espinafres jovens 


Faz-se assim
Numa sertã anti-aderente, colocamos a cebola picada com um fio de azeite; refogamos até que a cebola fique transparente. Adicionar o tofu, os cominhos e uma pitada de sal. Agitar a sertã energicamente para que o tofu fique bem coberto por todos os sabores. Regar com sumo de limão. Continuar a agitar.
Assim que o tofu comece a ficar dourado adicionamos a abóbora cortada em pedaços. Salpicar com as restantes especiarias, e continuar a agitar a sertã misturando todos os ingredientes.
Por fim adicionamos os espinafres, bem lavados e escorridos. Envolver suavemente com uma espátula de borracha (para não riscar a sertã).
Rectificar temperos.
Retiramos do lume e colocamos dentro da casca da abóbora, onde será servido.



















domingo, 1 de abril de 2012

Convidei para jantar... Miffy, uma doce coelhinha



O tão criativo projecto Convidei para jantar, criado pela querida Ana do blog Anasbageri, já vai na 3ª edição!
Desta vez o desafio foi recebido pela Su no seu maravilhoso blog Suvelle Cuisine.
Nesta 3ª edição os convidados escolhidos serão desenhos animados, que de alguma forma marcaram os nossos tempos de meninice...


Para saberem mais acerca deste projecto cliquem nos links que vos deixei em cima...


Pessoalmente sempre fui e continuo a ser uma grande fã de desenhos animados, e o pequeno almoço ao fim de semana não é o mesmo sem a companhia dos Looney toons, Lucky Luck ou algo do género! (Oops confissões!)
Mas dou sempre preferência aos desenhos animados mais antigos, pois são mais autênticos e genuínos...


Os 'bonecos', (como eu lhes chamava) que mais me marcaram foram provavelmente o Vickie, a Ana dos Cabelos Ruivos, e também o Tom Sawyer, do qual já não me lembro muito bem..
Ora alguns deles já tinham sido convidados por vós, para as vossas casas, por isso acabei por convidar a querida Miffy.


A Miffy, é uma doce coelhinha, um desenho animado muito simplista com cores primárias. Antes de aparecer nos ecrãs, possuía já dezenas de livros publicados com as suas histórias alegres.
O seu criador, Dick Bruna, é um senhor Holandês, e deu vida a Nijntje (seu nome original) após ter contado ao seu filho histórias sobre um coelhinho que tinha avistado antes nas dunas...
Bruna, decidiu que Miffy seria uma figura feminina, após constatar que não queria desenhar o seu coelhinho com calças mas sim com um vestido! [wikipedia] 


Eu e a minha querida mana ainda hoje deliramos com a Miffy, é quase uma obsessão!  Coleccionamos coisas da Miffy, e a minha irmã acabou mesmo por 'baptizar' uma das suas gatas.. Miffy!! hehe




O lanche foi uma tarte de cenoura e amêndoas, com suminho de cenoura e laranja :) Haverá lanche mais apropriado para uma coelhinha? 




Tarte de Cenoura e Amêndoas


Ingredientes Base
75 gr manteiga fria
50gr açúcar integral
150gr farinha 
Raspa de 1 laranja Biológica
água 


Ingredientes Recheio
90gr manteiga amolecida
70gr açúcar integral
2 ovos
2 c.chá Grand Marnier
175gr amêndoa finamente ralada
1 cenoura grande cozida e arrefecida


Ingredientes Cobertura
175gr de cream cheese, tipo philadelphia
Amêndoa laminada, tostada


Faz-se assim
Primeiro de tudo aquecemos o forno a 190ºC, pincelar os lados de uma tarteira de mola redonda, e colocar um disco de papel vegetal à medida no seu fundo. Reservar.


Base
Numa taça misturamos todos os ingredientes para a base, e com as pontas dos dedos desfazemos a manteiga toda até obter uma mistura areada. Juntar um bocadinho de nada de água e trabalhar a massa até que não mais se agarre às mãos, e possa finalmente ser estendida com um rolo de massa.


Numa superfície polvilhada com farinha, estendemos a massa em forma de circulo. 
Forrar apenas o fundo da tarteira com a massa, não é necessário criar um bordo, pois o nosso recheio será bastante sólido e não derramará.
Reservar.


Recheio
Começamos por misturar a manteiga com o açúcar, até obter uma mistura homogénea. Adicionar os ovos e continuar a bater.
Incorporar suavemente a amêndoa ralada e também a cenoura cozida, que entretanto foi triturada. 
Não esquecer o nosso licor de laranja e misturar tudo muito bem com uma colher de pau.


Verter o recheio sobre a nossa base, e distribuir uniformemente.  
Levar ao forno 190ºC durante 25 minutos, ou até que a tarte comece a ficar dourada no centro.
Retirar do forno e com cuidado desenformar. Transferir para uma grelha para melhor arrefecer.


Cobertura
Assim que esteja fria, barrar com o cream cheese, e salpicar com amêndoas tostadas...


Espero que também se tenham divertido com os vossos convidados :)






Deixo-vos ainda mais um link, de um blog que é pérola dos desenhos animados falados em português, convido-os a passarem por lá e a relembrarem todas as vossas doces memórias infantis!

domingo, 4 de março de 2012

Martha Stewart Chocolate molten cake


Antes de mais peço imensa desculpa pela minha curta ausência, em breve tudo regressará ao normal e recomeçarei a postar regularmente e a visitar de novo os vossos espaços.

Este bolo ou sobremesa como lhe queiram chamar, era algo que ultimamente me andava a tirar o sono... 
Sonhava com uma criação perfeita, com chocolate morno, a acabar de sair do forno, derretendo na minha boca como uma dança erótica, regozijando-me com os verdadeiros prazeres da gula.
Ahhh!!

O feito foi conseguido, depois de alguma pesquisa encontrei esta versão maravilhosa, desta conceituada autora, Martha Stewart. As versões estão um pouco por toda a internet, mas não diferem muito umas das outras. 
Feitos alguns ajustes.. Acho que hoje vou dormir descansada e regalada ;)



Para 4 porções
Ingredientes
100gr margarina amolecida
40gr açúcar
3 ovos
45gr farinha
1/2 c.chá sal fino
1 c.chá café solúvel 
225gr chocolate negro de boa qualidade, derretido
Margarina e açúcar para untar as forminhas

 

Faz-se assim
Começa-mos por pré-aquecer o forno a 200ºC, untar 4 ramequins com margarina, e em seguida polvilhar com açúcar; reservar.
Num recipiente, bater a margarina com o açúcar até obter um creme fofo; adicionar os ovos um a um, sendo que o ovo seguinte só é adicionado quando o anterior já estiver bem incorporado. 
Juntar a farinha com o sal pouco a pouco, batendo sempre para obter uma mistura lisa e sem grumos.
Por fim incorporar o chocolate derretido, e o café soluvél. Misturar suavemente com uma espátula de borracha.

Dividir o preparado pelas forminhas préviamente untadas, levar ao forno 200ºC entre 8-10 minutos.
Notem que é importante respeitar o tempo de cozedura, caso contrário o bolo ficará demasiado cozido, e dessa forma o seu interior não ficará liquido.... mnham!

Assim que saírem do forno, agora a parte difícil, aguardem 10 minutos; depois podem servir directamente nas forminhas, ou inverter cuidadosamente sobre um prato e decorar ao vosso gosto.

Deliciem-se!

A companhem com um cafézinho.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Potezinhos de nabo - Convidei para jantar... Michael Pollan



A Ana, do blog Anasbageri, criou um projecto muito interessante, que vai dar asas à nossa imaginação... 
Em cada mês convidaremos para jantar pessoas ou personagens, fictícias e até mesmo reais, que o nosso imaginário gostaria de ver sentado à nossa mesa!

Mensalmente haverá um determinado tema, e a Ana convida-nos também a acolher este desafio nos nossos blogs, caso estejam interessados é só contacta-la! Deixo-vos aqui o link para poderem participar, e ler mais detalhadamente sobre este desafio...  Convidei para jantar.

A minha escolha não foi fácil, quanta gente não gostaríamos nós de ter à nossa mesa? No íntimo do nosso lar, a inevitável partilha de histórias e das mais variadas vivências e opiniões. Conversas fluindo ao som da boa comida, cozinhada com dedicação, especialmente a pensar nos nossos convidados...

Para este primeiro desafio, convidei não uma personagem, mas sim um escritor.
Michael Pollan, professor, jornalista e activista norte americano, foi considerado uma das pessoas mais influentes pela revista Time em 2010.

Escreveu inúmeros livros alertando para uma maior consciência global no que toca às nossas escolhas alimentares; desmascarando os engenhosos esquemas inventados pelas grandes empresas, peritas em lavagem cerebral ao consumidor comum. 

Michael Pollan apresenta-nos uma visão clara e realista do panorama actual dos 'nossos' hábitos alimentares. Numa voz arrojada atreve-se mesmo a desafiar a comunidade cientifica, fazendo-nos reflectir sobre o que julgamos ser normal.

Livros destacados
- Food rules
- The Omnivore's Dilemma
- In Defense of food, an eater's manifesto.

Algumas das palestras deste brilhante autor encontram-se disponíveis no youtube, podem dar uma espreitadela, aconselho vivamente!

Ora como não podia deixar de ser, a ementa escolhida para o jantar foi baseada em produtos locais, da época, simples e sem produtos processados.


Para 4 forminhas
Ingredientes
1 nabo grande (250gr) em cubos (produção nacional)
1 cebola roxa picada (ainda do nosso jardim)
2 ovos grandes (da nossa comunidade)
1 dente de alho picado
1/2 c. café de noz moscada
1c.chá sementes de coentros
Sal fino e pimenta  a gosto


Preparação
Pré aquecer o forno a 180ºC, untar 4 forminhas pequenas de cerâmica com manteiga. Reservar.
Cozer o nabo no mínimo de água possível. Pois quanto mais água usarmos, mais vitaminas e nutrientes estamos a disperdiçar... Salpicar com um pouco de sal e deixar cozer até ficar bem suculento. Escoar o nabo, e deixar arrefecer.
Esmagar o nabo com um garfo e adicionar cebola e alho picados. Quando a mistura estiver suficientemente arrefecida, juntar os ovos, incorporando-os bem.
Por fim acrescentar as sementes de coentros esmagadas e os restantes temperos.  
Dividir o preparado pelas 4 forminhas e levar ao forno 180ºC por cerca de 30 minutos, se os topos começarem a queimar, cobrir com uma folha de alumínio e já está!

Sugestão, para os apreciadores de queijos poderão ainda enriquecer estes potezinhos com queijo ralado, que deverão incorporar na massa.

Acompanhei com saladinha de folhas variadas local.





domingo, 11 de dezembro de 2011

2º Aniversário - Um souflê de beterraba, bem local...



Olá a todos, o desafio que lancei à blogoesfera na semana passada ainda está de pé!
Continuamos à espera das vossas carinhosas participações...

A minha participação neste desafio local foi levada bem ao extremo... 
No Verão, conseguimos cultivar algumas coisinhas por cá, mas quando os dias começaram a encolher abruptamente e as temperaturas a descerem para lá dos 0ºC, perdemos a esperança e resignamos-nos ao longo e rigoroso Inverno Islandês... 
Com o ritmo lento dos dias, fui esquecendo as nossas beterrabas lá no quintal da comunidade.. Mas agora, no pico do Inverno, como seria possível resgatá-las? O solo estava congelado! A neve pelos joelhos! Inspirando coragem, lá nos resolvemos a ir, de pá em punho começámos por escavar neve, solo e tudo à mistura até que avistámos a primeira beterraba; como rubis esquecidos na neve, ali estavam elas, frágeis e congeladas, coitadinhas... Os nossos olhos arregalaram-se e com um sorriso cúmplice colocámos-las no cesto das colheitas.
Ora o destino delas foi estes belos souflês que hoje vos apresento . 

Serve 4
Ingredientes
150gr Beterraba (1 beterraba média) - Da nossa Horta
azeite
1 dente de alho picado
15gr margarina
1 c.sopa de farinha
1/2 cebola pequena picada finamente - Da nossa horta (ainda do Verão)
120ml leite - Produzido na área
sal fino
pimenta moída na hora 
noz moscada moída
2 ovos separados - Produzidos aqui na Comunidade

Margarina e pão ralado para untar as formas



Faz-se assim
Pré-aquecer o forno a 200ºC.
Começamos por lavar bem a beterraba. Em papel de alumínio colocar a beterraba inteira, com um fiozinho de azeite e pitada de sal, assim como o dente alho picado. Selar o papel de alumínio, colocar num tabuleiro e levar ao forno cerca de 40 minutos.

Retirar a beterraba de dentro do papel de alumínio com cuidado. Aguardar um bocadinho para que esta arrefeça e possa ser manuseada.
Retirar a pele da beterraba (sai muito facilmente, só assim raspando), e com um ralador fino, ralar a beterraba. Reservar.

Aumentar a temperatura do forno para 240ºC enquanto avançamos com os restantes passos da receita.
Untar 4 forminhas para souflê (ramequins), com margarina, polvilhar com pão ralado. Reservar.

Numa pequena caçarola, derreter a margarina, adicionar a farinha mexendo sempre com uma vara de arames para que a mistura fique lisa, e sem grumos. Adicionar a cebola e deixar cozer alguns segundos. Verter o leite, e em lume brando continuar a mexer vigorosamente até engrossar. (Como o molho bechamél).
Temperar a gosto com sal, pimenta fresca e noz moscada. Retirar do lume e transferir o preparado para uma taça de vidro. Adicionar a beterraba, distribuir bem com a ajuda de uma vara de arames.
Assim que arrefeça um pouco, adicionar as gemas uma a uma, incorporando bem.   

À parte bater as claras em castelo com uma pitada de sal.

Com uma espátula de borracha, incorporar 1/3 das claras em castelo na massa de souflê. Adicionar as restantes claras em castelo tendo cuidado de não mexer demasiado para que o preparado não perca volume. 

Encher até metade as forminhas de souflê, bater com as forminhas sobre um pano de cozinha, para que no fundo destas, a massa de souflê fique distribuída uniformemente. 
Acabar de preencher as forminhas, levar ao forno, reduzir a temperatura para 220ºC. 
Coze cerca de 20 minutos.

Servir de imediato com salada.



 


domingo, 7 de agosto de 2011

Quiche de tomatinhos cereja



Por cá, há falta de uma horta 'a sério´(digo isto porque estava habituada às hortas de Portugal onde é possível crescer tudo e mais alguma coisa, em qualquer altura do ano), vamos fazendo os possíveis para ter alguns vegetais a crescer quer lá fora, quer no nosso wintergarden...  Se quiserem dar uma espreitadela as fotos estão aqui no Cantinho Verde :)

De qualquer forma ainda vamos tendo alguns vegetais que nos têm dado muitas alegrias, e nos fazem crer que mesmo aqui na Islândia é possível crescer um jardim! O importante é não baixar os braços!

Ora esta receita é feita com coisinhas crescidas por cá, desde os tomatinhos, às ervas aromáticas, até os ovos vem das galinhas da comunidade!



Para uma forma de quiche pequena
Massa para a base
100gr margarina fria
150gr farinha 
1/2 c.c. sal fino
1/2 c.c. mangericão seco

Modo de preparo
Combinar a farinha com a margarina fria, acabada de sair do frigorífico; adicionar o sal e o mangericão.
Verter um bocadinho de nada de água fria para ajudar a ligar os ingredientes; amassar bem à mão. Formar uma bola com a massa e deixar descansar no frigorífico por cerca de 30 minutos.
Ingredientes Recheio
200ml natas vegetais (usei de amêndoa)
3 ovos biológicos
2 mãos cheias de tomatinhos cereja
1 c.sopa de salsa picada
1 c.sopa de mangericão picado
1 c.c. mal cheia de sal
1 c.café de pimenta cayena
1 c.copa de sementes de abóbora



Modo de preparo
Pré aquecer o forno a 180ºC, untar uma forma de tarte pequena.
Retirar a massa do frigorífico, e estender com o rolo em forma de circulo. Forrar a tarteira com a massa.
Num recipiente batem-se os ovos juntamente com as natas vegetais, sal e pimenta cayena.
Verter esta mistura líquida no fundo da tarteira. Salpicar com as ervas aromáticas.
Dispor os tomatinhos sobre esta mistura e salpicar com as sementes de abóbora.
Levar ao forno durante 30-40 minutos.

Eu servi com arroz integral e brócolos salteados com amêndoa...
Boas criações!

domingo, 31 de julho de 2011

Pão de Cebola e Noz



Por cá parece que o Verão já acabou, não que tenhamos tido temperaturas altas que fizessem lembrar os Verões do nosso Portugalito, mas sempre dava para enganar a saudade... Nesta última semana tem estado um tempo péssimo, muita muita chuva e as 24 horas de luz começam a encolher a um ritmo visível... Começo a ficar preguiçosa, a ter mais pachorra para ter o forno sempre ligado a produzir coisinhas boas, que nos reconfortam e nos animam os dias... 
Hoje deixo-vos uma sugestão de um pão super saboroso com uma textura óptima e com uma combinação, que eu diria não muito usual...
A receita foi retirada do meu manual, companheiro de trabalho, 'The professional pastry chef' de Bo Friberg, é um livro técnico, muito bom; maçudo, com informação detalhada para uma vertente mais profissional.

Para 2 pães
Ingredientes
55gr de cebola picada
1 c.sopa de azeite virgem
22gr de fermento de padeiro
300ml de leite a 46ºC (temperatura favorável à multiplicação das leveduras presentes no fermento)
1 c.sopa de açúcar
1 c.sopa de sal fino
60ml azeite
455gr de farinha de trigo para pão 
55gr nozes picadas grosseiramente

2 cestos para tender, Bannetons a massa, taças de barro terão o mesmo efeito



Faz-se assim
Numa sertã, saltear a cebola com uma colher de sopa de azeite até ficar douradinha. Reservar.
Numa taça de vidro dissolver o fermento no leite morno. Adicionar o açúcar, sal e o restante azeite.
Transferir para o robot de cozinha (usando o gancho), adicionar metade da farinha até que fique bem incorporada, adicionar as nozes e cebola salteada.
Ir adicionando mais farinha até obter uma massa firme, continuar a amassar até que a estrutura da massa comece a ficar mais elástica e macia (poderá levar cerca de 10 minutos).
Transferir a massa para uma taça untada com azeite, cobrir com um plástico e deixar levedar em local quente, até que duplique de volume.
Se estiveres a usar os cestos ou bannetons, ou mesmo até as taças de barro, polvilhar muito bem o seu interior com farinha..

Dividir a massa em duas partes iguais, amassar com as mãos em movimentos circulares até formar duas bolas. Colocar a massa nos cesto/taças, sendo que a parte lisa deverá ficar virada para baixo. 
Cobrir com um plástico e deixar tender até que o seu volume duplique.

Pré aquecer o forno 220ºC, preparar um tacho com água a ferver. Colocar no forno 2 tabuleiros, um será onde o pão irá ser cozido e o outro colocado abaixo será para fazer o efeito do vapor com a àgua a ferver...

Polvilhar a massa ainda dentro dos cestos, inverter a massa sobre o tabuleiro quente. (atenção o cestos obviamente não vão ao forno)
Colocar a água a ferver no tabuleiro inferior e fechar a porta do forno de imediato.

Baixar a temperatura do forno para 200ºC, cozer por 30-35 minutos. 

E já está, é só desfrutar com uma bela manteiguinha :P

domingo, 19 de junho de 2011

Mini Scallop potatoes - Forminhas de batata



Ora bem, aqui está uma receita que eu aconselho toda a gente a experimentar! 
As batatas, como sabem, são uma grande base da alimentação portuguesa, os seus tubérculos conseguem aguentar de um ano para o outro nos conhecidos 'sótãos de batatas', e se bem me lembro, na minha aldeia toda a gente tinha um lá em casa. O que significa que a batata era um alimento muito comum no nosso dia-a-dia.
E eu em criança, bem que lhes 'torcia o nariz' sempre que a minha mãe me obrigava a comer batatas cozidas... Mas na verdade as batatas são muito versáteis e existem mil uma maneiras de as confeccionar; hoje deixo-vos uma sugestão para umas batatinhas deliciosas, super simples e só com ingredientes locais! E se vocês sofrem do mesmo 'trauma batatiano' desde infância, experimentem! Asseguro-vos que é desta que fazem as pazes com estes tubérculos tão deliciosos. Ora vejam...



Para 4 forminhas
Ingredientes
1 cebola média
2 batatas grandes
4 c.sopa de manteiga
2 c.sopa de farinha
250ml de leite
pimenta moída na hora
sal fino
noz moscada
cebolinho fresco

Modo de preparo
Pré-aquecer o forno a 180ºC, preparar 4 forminhas refractárias.
Descascar as batatas, cortar às rodelas finas. Reservar.
Picar a cebola, reservar.
Fazer o molho béchamel: em lume brando, derreter a manteiga,; incorporar a farinha mexendo sempre como uma vara de arames até obter uma mistura lisa sem grumos; adicionar o leite e continuar a mexer bem até engrossar. Temperar com sal fino, pimenta moída na hora e uma pitada de noz moscada. Reservar.
Passamos agora a fase de montagem: colocar uma rodela de batata no fundo de cada forminha, salpicar com cebola picada e uma pitada de sal, cobrir com molho béchamel; repetir a operação até que os ingredientes se acabem; sendo que a última camada deverá ser molho béchamel.

Levar ao forno 180ºC, durante 35-40 minutos, espetar um palito e verificar se as batatas ainda estão duras, se for o caso deixar por mais algum tempo no forno.

Salpicar com cebolinho picado e servir com salada, ou como acompanhamento.

domingo, 5 de junho de 2011

Souflê de Ruibarbo I


Olá em tons rosa :)
Por cá o Ruibarbo continua a iluminar a minha cozinha :)
Ainda tenho um grande stock, já fiz compota e outras coisas pequeninas; mas continuo a explorar a versatilidade deste vegetal tão charmoso... 
Pois é, já fomos colher Ruibarbo à tal Quinta, e foi assim uma aventura na Selva Ruibarbica, deparei-me com plantas gigantescas como nunca tinha visto, com folhas enormíssimas, os caules esses, alguns até metiam medo, tão grossos e robustos e ao mesmo tempo tão belos e delicados! O pior disto tudo é que temos resmas e resmas de ruibarbo para lavar e cortar lá na pastelaria... Enfim, não há bela sem senão ;)

Hoje trago-vos uma receita de Souflê super simples e fácil! Ora vejam:

Ingredientes
Para 4 forminhas de 100ml

55gr açúcar fino
80gr ruibarbo
1 c.sopa de água
2 claras de ovo
1 c.sopa açúcar de confeiteiro


Modo de preparo
- Pré aquecer o forno a 220ºC; com óleo inodoro untar 4 forminhas refractárias de 100ml cada, polvilhar o seu interior com açúcar (se as vossas forminhas forem maiores é só duplicar a receita).
- Cortar o ruibarbo em tiras fininhas, colocar numa caçarola juntamente com 1 c.sopa de água e 1 c.sopa de açúcar. Deixar a cozer em lume brando até ficar desfeito.Transferir para uma taça de vidro e reservar.
-  Bater as claras em castelo; assim que estas comecem a ficar firmes adicionar o açúcar muito lentamente sem parar de bater ( pois só assim teremos a certeza que o açúcar fica bem incorporado) até obter um merengue firme.
- Juntar uma pequena parte do merengue ao ruibarbo, e incorporar muito bem; adicionar o resto, mas desta vez envolvendo muito suavemente.
- Dividir pelas 4 forminhas. Colocar no forno, tendo atenção para não deixar a porta do forno muito tempo aberta; reduzir a temperatura para 200ºC.
- Cozer 10-12 minutos. Servir morno polvilhado com açúcar de confeiteiro.

Nota: Inicialmente, ao aquecer o forno dá-se uma margem de + 20ºC, pois só assim teremos a certeza que os nossos soufles irão cozer à temperatura certa. Há sempre perdas de calor ao abrir o forno e desta forma já nos estamos a precaver! É uma dica importante para ter um belo souflê, bem crescidinho!

sábado, 28 de maio de 2011

Tarte Merengada de Ruibarbo





A Islândia é maravilhosa, mas infelizmente em termos de produção de frutos e vegetais, é muito limitada... Só para terem uma ideia, ainda a semana passada nevou no norte...  Aqui, a maior parte da produção dos vegetais e afins é produzida em estufas aquecidas por energia geotermal... Mas há algo que sobrevive durante estas estações rigorosas ao ar livre... O ruibarbo, uma das minhas grandes paixões... A nossa pastelaria tem mesmo uma especialidade 'Tarte de ruibarbo' (mas essa claro não posso divulgar) com compota de ruibarbo, e só vos digo é um delírio gustativo!
Na próxima semana ficou combinado irmos à quinta do nosso produtor colher os primeiros pés de ruibarbo do ano! E eu claro, estou super contente e ansiosa, pois, depois do vulcão os campos estão ainda cobertos de cinza, e eu sinceramente não sei o que esperar...  Depois conto-vos como foi.
Mas andava eu nas minhas pesquisas em busca de novas receitas de ruibarbo e decidi experimentar esta versão que encontrei num site alemão (perdoem-me pois eu não anotei o endereço).
Ora vejam...



Ingredientes
1 gema de ovo
3 claras de ovo
100gr margarina (fria, vinda do frigorífico)
200gr açúcar fino (aconselho a reduzir a quantidade, achei exageradamente doce)
1 pacotinho de açúcar baunilhado
200gr farinha
400gr ruibarbo

Modo de preparo
- Usando as mãos, amassar a farinha com a margarina, adicionar 50 gr de açúcar e ligar bem usando as pontas dos dedos. Juntar uma gema de ovo e continuar a amassar até ficar tudo bem ligadinho.
- Formar uma bola com a massa, cobrir com película aderente e deixar repousar no frigorífico cerca de 30 minutos.



- Entretanto, lavar o ruibarbo, e cortar em fatias fininhas, reservar.
- Pré aquecer o forno a 200ºC, untar uma forma de tarteira redonda, não muito grande.
- Retirar a massa do frigorífico, estender e forrar a forma com esta.
- Bater as claras em castelo, e assim que estiverem quase a formar aqueles 'picos' adicionar os restantes açúcares muito lentamente, continuando sempre a bater até obter uma mistura firme.
- Envolver suavemente o ruibarbo no merengue.
- Preencher a tarte com o merengue e levar ao forno cerca de 30 minutos; vigiar para não queimar, se necessário baixar a temperatura do forno até aos 180ºC.

Boas criações!