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terça-feira, 27 de março de 2012

Gluten free Brownies com... Beterraba



O céu e o inferno reuniram-se em grande reboliço, ambos queriam reclamar estes brownies para si! O inferno alegava que eram uma heresia, o seu aspecto tentador e guloso, possuía capacidades hipnotizadoras capazes de atrair mesmo o ser humano mais forte, só poderia ser pecado!
Os anjos do céu, esses, contestavam, diziam ser um milagre nunca antes visto, alegando que, mesmo o homem mais cruel se renderia a esta obra dos céus, capaz de amolecer os corações gulosos mais duros!..
O falatório estava demorado, sem término à vista; eu disse-lhes para se deixarem de conversas, e fui por a cafeteira do café ao lume ;)

E vocês o que acham? Pecado ou obra divina? Eu cá não quero saber, vou sentar-me a saboreá-los com um travo de café forte!

Estes brownies para além de não conterem glúten na sua composição, excluem também qualquer tipo de gordura! O factor surpresa é criado pelas beterrabas sumarentas, que lhe conferem uma textura húmida e deleitável.   

Receita do magnifico livro Red Velvet chocolate heartache, da autora Harry Eastwood (falar-vos-ei deste livro mais detalhadamente assim que puder).




Ingredientes
400gr de beterraba vermelha cozida (sim, não se assustem!)
100gr de avelãs tostadas
3 ovos
220gr de açúcar integral
pitada de sal
150gr de chocolate amargo de boa qualidade
30gr de farinha de arroz
70gr de cacau em pó
2 c.chá de fermento em pó (ler a embalagem para se certificarem que o vosso fermento não contém farinha na sua composição, pois alguns fermentos não são propriamente sem gluten, ex. o fermento Royal contém farinha na sua composição!)
1/2 vagem de baunilha

50gr de avelãs partidas para a cobertura

Faz-se assim...
Começamos por pré-aquecer o forno a 160ºC, e forramos uma forma rectangular com papel vegetal. Reservar.
Colocamos um tachinho ao lume com água, para em seguida derreter o chocolate em banho-maria.
Entretanto...
Com uma vara de arames, bater os ovos e açúcar até obter um creme bem fofo.
Em seguida adicionamos o cacau em pó, sal, o interior da 1/2 vagem de baunilha; avelãs que trituramos muito bem, e ainda a farinha de arroz com o fermento. Misturar tudo muito bem até que fique a nossa massa fique homogenea.
Reduzir a beterraba a puré no processador de alimentos, incorporar no chocolate entretanto derretido.
Adicionar a beterraba com o chocolate ao preparado anterior.
Com a ajuda de uma espátula de borracha envolver tudo muito bem.

Verter para a forma forrada com papel vegetal, salpicar com as restantes avelãs.
Levar ao forno durante 30-35 minutos.

Aguardar que arrefeça bem antes de servir, pois não será fácil cortá-los ainda quentes. 

Aproveitem os bons momentos da vida :)




"Perdôo-te o mal que me fazes, pelo bem que me sabes"

domingo, 25 de março de 2012

Salada de Canónigos





Chamem-lhe canónigos, valeriana, lamb lettuce, feld salat etc etc... É a minha salada preferida, paixão que remonta aos meus tempos passados pela Suíça. Desde então, sempre que lhe ponho o olho nos mercados, trago um braçado deles comigo (risos, sim não faço a coisa por menos!). São uma salada de Inverno/ Primavera, e chegam à nossa mesa sempre frescos com uma textura surpreendentemente crocante.
Os melhores vêm em caixinhas, cuidadosamente organizados um a um, como se de bens preciosos se tratassem; imaginem o desperdício se ficassem amachucados, pois estamos a falar de uma salada muito delicada.


Deixo-vos a minha versão preferida para esta deliciosa salada.






Serve 1
Ingredientes
2 punhados de canónigos
2 rabanetes
1 ovo cozido
1 c.sopa de sementes girassol


Molho
1 c.chá de maionese biológica
1 c.sopa de azeite
1 c.chá de vinagre balsâmico
sal e pimenta 
alguns rebentos de agrião (opcional)


Faz-se assim
Lavar os canónigos cuidadosamente, escoar bem. Colocar num prato de salada.
Adicionar os rabanetes cortados em rodelas fininhas. 
Salpicar com sementes de girassol, e finalizar com ovo cozidos às rodelas.


Para o molho, misturar todos os ingredientes.


Regar a salada com o molho e desfrutar!


  

domingo, 18 de março de 2012

Šaltibarščiai - Sopa fria de beterraba da Lituânia



Saltibar quê? Pensam vocês... Pois é, esta foi se calhar a primeira palavra que aprendi em lituano.
Recuando um bocadinho para vos situar no contexto da minha escolha de hoje; tudo começou aquando chegada da minha querida colega Aisté, lá à padaria. Ora ela vinha de um país que eu mal tinha ouvido falar: da Lituânia...
Nunca me tinha cruzado com ninguém daquelas paragens, mas tinha ouvido uns rumores que as raparigas daquele país faziam umas tartes maravilhosas (teoria mais que aprovada!) Ora um bom começo pensei eu!

Desde cedo, sempre tive o prazer de conviver e trabalhar com pessoas de muitas nações, cada uma delas deixa em mim marcas, do seu povo, dos seus hábitos. Pois sendo eu uma pessoa muito curiosa, estou sempre na 'converceta', ávida por saber tudo e mais alguma coisa sobre os seus hábitos e costumes diversos.

E foi num desses dias quando a Aisté me falou desta maravilhosa sopa, um ícone na dieta Lituana, pois este povo parece adorar beterraba vermelha.
O prato é uma sopa fria, super refrescante e colorida, que se faz acompanhar com batatas cozidas, uma delicia comprovada! Nada melhor para entrar com o pé direito na Primavera!



Serve 2-4 pessoas
Ingredientes 
1 beterraba vermelha grande
1 pepino grande 
2 c.sopa de cebolinho (usei cebola picadinha, pois não tinha cebolinho)
1 c.c. endro
500ml de água 
500ml de leite azedo (mas que raio é sour milk em português? azedar com umas gotinhas de limão, iogurte natural magro também funciona)
sal e pimenta

Batatas cozidas para acompanhar, e um ovo cozido no topo.

Faz-se assim
Em água fervente começamos por cozer a beterraba inteira, com pele, sendo que esta deverá ficar totalmente submersa. Deverá levar uns 15-20 minutos.
Escoar a água da beterraba e deixar arrefecer bem.
Descascar a beterraba e ralar grosseiramente. Colocar numa taça.
Adicionar o leite azedo, água, cebolinho picado e o endro, misturar tudo muito bem.
Cortar o pepino com a pele em cubinhos, e adicionar ao preparado anterior.
Temperar tudo com sal e pimenta a gosto.

Servir de imediato com batata cozida salpicada com endro, como se fosse pão, assim como ovo cozido no centro da sopa (ahhh só agora reparei que me tinha esquecido do ovo cozido!).

Geras apetitas!

Um beijinho especial para a Aisté!


terça-feira, 13 de março de 2012

Detox, um sumo em tons cítricos



Para aqueles dias em que acordamos indispostos, ou mesmo depois de uma noite de abusos, só queremos por fim ao mau estar matinal...
Este sumo é um óptimo revitalizador, agindo como purificador e regulador do sistema digestivo, livrando-se de bactérias más presentes no nosso tracto intestinal, fomentando a proliferação das bactérias probioticas.
É um sumo que nos faz sentir bem em qualquer altura, criando uma leveza que nos deixará confiantes para o resto do dia!

Vejam este sumo e muitos outros mais no livro Super Juices, do autor Michael  Van Straten; uma maravilhosa compilação de sumos, smoothies e outras bebidas, organizadas inteligentemente neste livro super informativo.

O autor apresenta-nos um vasto leque de bebidas, confecionadas com os mais variados frutos e vegetais, sempre frescos, que combinados de forma inteligente, máximizam as suas propriedades nutricionais. 

O livro contem informação detalhada (teor vitamínico, mineral etc, etc) dos vários ingredientes usados em cada preparação; tem ainda uma tabela com várias condições de saúde, que pode facilmente ser consultada, onde o autor nos apresenta os sumos mais indicados para ajudar ao tratamento desses problemas.

Serve 1 copo

Ingredientes
2 laranjas
1 limão
1 lima
1 toranja rosa

Faz-se assim
No livro, o método quase sempre usado é colocar todos os ingredientes num processador de alimentos. Neste sumo de hoje optei por espremer todos os citrinos, pois achei mais prático.
Fica ao vosso critério!






sábado, 10 de março de 2012

Convidei para jantar... O 'cozinhador' João Carlos Silva



O projecto 'Convidei para jantar', da autoria da querida Ana do Anasbageri, já vai na segunda edição, depois do enorme sucesso da edição-estreia, onde tema escolhido foi personagens de livros ou filmes; chega-nos a segunda edição desta vez a decorrer em casa da Suzana, do delicioso blog Gourmets Amadores.
O tema escolhido para esta edição foi um Chef/ Cozinheiro que nos tenha marcado ao longo da vida.
Até dia 16 poderão ainda participar nesta edição, vejam os links em cima, para obterem mais informações acerca deste desafio.



Agora o meu convidado,


Estávamos salvo o erro no inicio dos anos 2000 quando descobri este grande poeta da gastronomia. Os seus programas de culinária, passavam ao fim-de-semana na rtp. 
Deixava-me colar ao ecrã, admirando a forma poética e digna como este senhor tratava a comida, o carinho na sua forma única de cozinhar... 
A sua 'cozinha' sempre improvisada, era ao ar livre nas Roças São Tomenses, dando ainda mais ênfanse, e um certo exotismo às suas palavras que tão naturalmente lhe saíam do coração; lembro-me dos seus gestos graciosos e sentidos, visivelmente transmitidos aos seus cozinhados...

'Cozinhar é como fazer amor', dizia ele, '(...)cozinhar é um acto de sedução. Mas da mesma forma que a rotina no amor esgota uma relação, também não se pode cozinhar de uma única maneira. É preciso criatividade e imaginação, tanto no amor como na cozinha. Para quem ainda não deu por isso, verá que são dois óptimos complementos....'

Modestamente auto intitula-se um 'cozinhador', não está nestas lides pelo mediatismo ou fama, João Carlos Silva é apenas um poeta que mantém um romance com a cozinha.  
 
João Carlos, foi uma forte inspiração para mim, ele abriu-me os olhos e o coração para os prazeres da gastronomia!

Quanto à ementa escolhida, não foi fácil, depois de muitas voltas, lá me decidi a preparar com carinho uma sopa de peixe à minha moda, para que o João Carlos pudesse provar a minha sopa de peixe, que no fundo nem tinha receita; cada vez que a faço, há sempre uma alteração ou outra, dependendo das ervas e peixes disponiveis :) 



Serve 2 pessoas
Ingredientes
1 cebola
2 dentes de alho
um fio de azeite
2 tomates sem pele
2 c.sopa de polpa de tomate
1/2 pimento vermelho
1/2 malagueta vermelha
200gr de pescada limpa
300ml de água
200ml de vinho branco 
1 c.sopa de manteiga
1 c.há de manjerona 
1 c.chá algas dulse
2 c.sopa de flocos de coco 
sal a gosto
(se tiverem salsa fresca à mão juntem também um raminho) 

Faz-se assim

(a escrita da receita foi inspirada no estilo do querido João Carlos Silva)

Inspirando tranquilidade, pegamos num tacho onde colocamos uma bela cebola e dois dentes de alho, tudo picadinho; regar como um fio de azeite e deixar casar juntinho.

À festa juntamos também os tomates, sem pele, cortados em cubos; o pimento também em cubos; a polpa de tomate assim como a malagueta cortada às rodelas que é para aquecer o clima dentro do tacho.
Agora, que já fizemos a cama para o nosso peixinho, vamos junta-lo com muito carinho, envolvendo bem, deixando ali tudo a namorar bem juntinho. Vamos também adicionar uma colherzinha de manteiga e a manjerona para dar ambiente.
Assim que o peixe esteja bem envolvido neste maravilhoso suco do nosso refogado, regamos com o vinho e água; e salpicamos com as algas dulse. Rectificar sal.
Agora vamos tapar o tacho e deixar o peixinho em harmonia com os deuses durante uns minutos até que comece a ferver. Em levantando fervura deixar cozer cerca de 5 minutos.
Finalizar adicionando os flocos de coco.

Desfrutem com prazer! E façam o favor de serem felizes!





domingo, 4 de março de 2012

Martha Stewart Chocolate molten cake


Antes de mais peço imensa desculpa pela minha curta ausência, em breve tudo regressará ao normal e recomeçarei a postar regularmente e a visitar de novo os vossos espaços.

Este bolo ou sobremesa como lhe queiram chamar, era algo que ultimamente me andava a tirar o sono... 
Sonhava com uma criação perfeita, com chocolate morno, a acabar de sair do forno, derretendo na minha boca como uma dança erótica, regozijando-me com os verdadeiros prazeres da gula.
Ahhh!!

O feito foi conseguido, depois de alguma pesquisa encontrei esta versão maravilhosa, desta conceituada autora, Martha Stewart. As versões estão um pouco por toda a internet, mas não diferem muito umas das outras. 
Feitos alguns ajustes.. Acho que hoje vou dormir descansada e regalada ;)



Para 4 porções
Ingredientes
100gr margarina amolecida
40gr açúcar
3 ovos
45gr farinha
1/2 c.chá sal fino
1 c.chá café solúvel 
225gr chocolate negro de boa qualidade, derretido
Margarina e açúcar para untar as forminhas

 

Faz-se assim
Começa-mos por pré-aquecer o forno a 200ºC, untar 4 ramequins com margarina, e em seguida polvilhar com açúcar; reservar.
Num recipiente, bater a margarina com o açúcar até obter um creme fofo; adicionar os ovos um a um, sendo que o ovo seguinte só é adicionado quando o anterior já estiver bem incorporado. 
Juntar a farinha com o sal pouco a pouco, batendo sempre para obter uma mistura lisa e sem grumos.
Por fim incorporar o chocolate derretido, e o café soluvél. Misturar suavemente com uma espátula de borracha.

Dividir o preparado pelas forminhas préviamente untadas, levar ao forno 200ºC entre 8-10 minutos.
Notem que é importante respeitar o tempo de cozedura, caso contrário o bolo ficará demasiado cozido, e dessa forma o seu interior não ficará liquido.... mnham!

Assim que saírem do forno, agora a parte difícil, aguardem 10 minutos; depois podem servir directamente nas forminhas, ou inverter cuidadosamente sobre um prato e decorar ao vosso gosto.

Deliciem-se!

A companhem com um cafézinho.