quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Tarte de pêra, e umas férias bem passadas



Férias a chegar ao fim... O calor, as festas, os jantares em família, o recordar dos Verões dos tempos de criança, as toneladas de fruta fresca e deliciosa... Como eu adoro o nosso país, a abundância de cores e sabores, o ritmo lento dos dias das gentes da aldeia... Tantas coisas boas que nem apetece regressar...

Deixo-vos uma receita que criei ao contemplar as pereiras dos meus avós :)
Uma óptima combinação de sabores e texturas, ideal para saborear debaixo de uma sombra fresca!

Ingredientes massa
275gr farinha
125gr margarina (acabada de sair do frigorífico)
2 c.sopa de cacao em pó
1 c.sopa de açúcar
pitada de sal
água fria q.b. 



Faz-se assim
Numa taça colocar a farinha, cacao, sal, açúcar, e margarina cortada em cubinhos.
Desfazer a margarina com os dedos, até que forme uma textura tipo areia.
Quando os ingredientes estiverem homogenizados, adicionar um bocadinho de nada de água fria.
Ligar tudo muito bem, amassando com as mãos, até formar uma bola de massa.
Cobrir com película aderente e deixar descansar no frigorífico durante 30 minutos.

Entre tanto...

Ingredientes para o recheio
8 c.sopa de açúcar
300ml de natas
8 pêras descascadas cortadas em metades
1 chávena de nozes (mal cheia)



Faz-se assim
Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar uma tarteira. Reservar.
Numa caçarola, aquecer as natas; dissolver o açúcar e deixar levantar fervura, reduzir a chama e deixar engrossar em lume brando. Vigiar e mexer regularmente para não colar ao fundo. Retirar do lume e reservar.

Retirar a massa do frigorífico, estender em forma de círculo com a ajuda do rolo da massa.
Revestir a forma de tarte com a massa; picar o fundo da tarte com um garfo. Cobrir o interior da massa com uma folha de papel de alumínio ou papel vegetal. Encher com feijões secos ou algo assim do género que sirva de peso. Levar ao forno por cerca de 10 minutos. 
Retirar a tarte do forno. 
Dispor as pêras, em metades (com a parte cortada para baixo) sobre a massa da tarte. Regar com o caramelo e finalizar salpicando com nozes.
Levar novamente ao forno por cerca de 30-40 minutos.

Bom apetite! Bom final de Verão!

domingo, 4 de Setembro de 2011

Sopa de Beldroegas



Beldroegas, ou Portulaca Oleracea, para muitos não passará de uma vulgar erva daninha... Mas não é bem assim. 
As minhas primeiras memórias desta erva remontam à minha infância; no campo das batatas, por entre as batateiras elas proliferavam discretamente, ao seu ritmo, sem grandes pressas; tímidas, de caules carnudos e sumarentos por ali andavam; e o que para mim não passava de mais uma reles erva daninha, era à noite transformada, pela minha mãe num belo e farto caldo.
A minha mãe cedo me ensinou a dar valor estes pequenos tesouros selvagens, que cresciam à sombra nas nossas hortas e quintais, e foi com esses mesmos olhos que ontem procurei as beldroegas no quintal da minha tia... 
Deliciei-me com esta sopa, graças a ela relembrei-me de bons momentos da minha meninice...

A receita foi do mais simples que me ocorreu :)

Serve 4
Ingredientes
Um molhinho de beldroegas
1 cebola grande
azeite
3 batatas grandes
2,5lt de água quente
um raminho de manjerona
sal

Faz-se assim
Cortar a cebola em tiras finas, refogar em azeite abundante.
Entretanto descascar as batatas e cortar em cubos.
Adicionar as batatas ao refogado. Deixar envolver por alguns minutos.
Regar com água quente e deixar cozinhar tapado por cerca de 15 minutos ou até que as batatas estejam tenras.
Lavar bem as beldroegas, respigar as folhas e reservar (eu só usei mesmo as folhas, pois as plantas já estavam em estado avançado de maturação).
Passar a sopa com a varinha mágica. Adicionar as folhas da beldroega e levar novamente ao lume, adicionar a manjerona. Deixar cozinhar por mais uns 5 minutos e já está!

Deliciem-se!